Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA

16 de set de 2018

Birds and seeds no Studio@delcueto #redbubble


Birds and seeds no Studio @delcueto #redbubble

Outono/inverno 2018/2019 a caminho no Studio@delcueto  para vendas internacionais pela plataforma redbubble. Novos produtos e muitas opções exclusivas. A coleção é Birds and seeds.  Objeto da comtemplação em mais uma viagem ao Centro-Oeste brasileiro.

Por aqui você já viu passar  Surf´s window, coleção na sintonia do verão 2018 do hemisfério norte, SoloBambooWings of Brazil e Signal.



Origem: paciência e observação

Imaginem um jardim urbano que atrai todos os tipos de pássaros que circulam pela capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, no Centro Oeste do Brasil.

Se posicione, quase sumindo no cenário embaixo das árvores e aguarde um bem-te-vi, acostumado ao ambiente, vir beber água na piscina.

Acima de sua cabeça, do outro lado do muro,  um jacarandá, cujos galhos ressequidos ainda se recusam a deixar brotarem suas novas folhas, após o outono.

Uma última casca, contendo as sementes da árore sesiste depedurada no meio da galharia visitada por sabiás e outros tipos de aves.

Aguarde, com toda a paciência, que aos passarinhos se aproximem e se posicionem. Depois de várias formações, e disparos, o clique ideal...

Golden Gate, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, 12 de setembro de 2018.
As fotos fazem parte do acervo de Valéria del Cueto.
#valerio2018



Concepção

Foi só tirar, sem por nenhum elemento extra. O que era o céu azul, apesar do dias cinzentos, graças a ação das queimadas no entorno das cidades no calorento centro oeste brasileiro, coração da América do Sul, foi detalhadamente vazado. Pacientemente observado. Minimalisticamente reduzido a pássaros, sementes e galhos.

A delicadeza e o equilíbrio da imagem dispensa o acrécimo de cores. A sutileza da cena alegra por sí só. A mensagem de renascimento explícita para quem detiver o olhar.

A opção inicial é a ocupação ilimitadado espaço das peças produzidas. Sem cortes ou repetições, como a vida. Efêmera, impossível de ser retrocedida, mas inesquecível.

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No Getty Images

Outras imagens produzidas estão na coleção Sem Fim… de Valéria del Cueto no Getty ImagesExclusivas do banco de imagens , elas também estão a venda!

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Studio na Colab55
Studio na Colab55

23 de ago de 2018

Logo ali, por Valéria del Cueto

Logo ali

Texto e foto de Valéria del Cueto

Fiz que fui, quase fiquei mas, para felicidade geral, acabei indo. A vida é uma partida de futebol interminável incluindo os deslocamentos pelo campo que é esse mundão de Deus. Como todo bom jogador completo vou para onde o técnico manda. Porém, confesso, tenho minhas preferências e, quando posso, faço escolhas próprias baseadas em algumas variáveis.

Adoro ir onde o vento leva. Mas hoje, além do bom tempo, sigo as correntes dos preços das passagens aéreas, as cotações das moedas de países da lista de desejos e outros critérios mais objetivos do que gostaria esse ser viajandão.

Reconheço que em alguns momentos apago as prioridades e tomo um rumo certeiro por exigência de sobrevivência do equilíbrio básico necessário para fortalecer meu eu interno. Aí, troco o oceano de água salgada por um imenso mar de água doce no centro do continente sul americano. Nele, me dispo das camadas do convívio ligeiro e superficial para encarar o mais difícil e complexo personagem do repertório da vida: ser eu, apenas eu.

Tá, já sei sua pergunta: “o que a água doce te dá que a salgada não te traz?” A resposta é dolorosa, mas real. Entre outros benefícios, a segurança.

Na minha praia carioca todos os sentidos têm que estar alertas. Mesmo em momentos como esse de concentração literária. Tudo pode acontecer e, das duas uma, ou vira crônica ou motivo de, com toda a agilidade disponível, levantar acampamento e seguir outro destino.

Foi assim, quase traumática, a última experiência no Arpoador. Do luxo ao lixo em poucos e preciosos minutos. De uma crônica inspirada sobre o paraíso  “Quase perdido”, a ser testemunha involuntária de uma barbárie oficial no horário nobre do por do sol mais famoso do Rio de Janeiro, talvez do Brasil, quiçá da América do Sul. Tirei de letra a crônica da felicidade e registrei em vídeo a violência oficial da guarda municipal, cotidiana e banal na cidade partida.

No impacto dos acontecimentos concluí que era hora de trocar o tempero das águas cariocas por correntes menos imprevisíveis. No “unidunitê” dispensei os “salameminguês” e usei um critério climático para cravar o novo destino.

Na dúvida, entre o Pantanal de Mato Grosso e o irmão do sul o segundo levou a melhor. Nele, como em todo nosso Centro Oeste agro pop, a umidade do ar está um pouco mais relativa e amigável. Volto às origens, agora partidas, de uma terra especial que (re)conheço desde criança. Fugindo da secura caí para o oeste e para o sul.

Do alto da serra de Maracaju vislumbro o doce mar que tanto anseio. Quero o silêncio barulhento das águas, da terra e dos animais para substituir as batidas das paredes sendo derrubadas nas múltiplas reformas do meu quadrado copacabanense. O sussurrar das folhas ao vento ao invés do som do corte do esmeril que entra pela janela transformando meu pequeno mundo numa cadeira de dentista com a broca indo e vindo 8 horas por dia.

Não, não é aqui no avião que atingirei o nirvana. Pelo menos no trecho Rio-São Paulo. No agradável trajeto uma menininha de uns três anos resolveu decretar o apocalipse e, da decolagem ao pouso, berrou delícias a todo pulmão do tipo: “Estou com meeedo”, “Balançoou...”, “O avião vai cair...”.

Tirando a gritaria em si, nada disso me abala, mas pegou na veia de outros passageiros que, de tanto aguentarem a ladainha desesperada da pequena, foram emprenhados pelo ouvido e, apesar da tranquilidade do voo, resolveram distraí-la. Adiantou? Não.

Os excelentes pais sem domínio sobre a cria deixaram o tumulto correr frouxo. Nada que meio Dramin, para fazer a malinha sem alça e sem rodinhas descansar, não resolvesse. Ou um pouco de autoridade familiar. Mas aí também era querer demais... Melhor abstrair e ignorar as expressões da metade dos passageiros enfurecidos e incomodados. Eles que se mudem! Mas para onde?

Foi a última prova antes de alcançar o nirvana que buscava. Duríssima! Não sucumbi e resisti. Agora, estou no trecho como gosto. O paraíso é logo ali...

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fronteira oeste do Sul”, do SEM FIM...delcueto.wordpress.com

Studio na Colab55

11 de ago de 2018

Adivinha? Fábula Fabulosa de Valéria del Cueto


Adivinha?

Clique AQUI para acesar as fotos que inspiraram a Fábula Fabulosa "Adivinha?" e a vagabinha "Enluação"
Texto e fotos de Valéria del Cueto

Estiquei o máximo que pude e dei linha para a pipa da cronista enclausurada sabedor dos efeitos prolongados da lua de sangue do eclipse do final de julho.

A desculpa é boa mas não totalmente verdadeira por deixar de retratar o impacto que a noite de sexta-feira e os efeitos do fenômeno provocaram em mim, um extraterrestre reconhecidamente acariocado.

Descrevo o evento para explicar a demora nesse contato com a amiga voluntariamente recolhida a uma cela do outro lado do túnel.

O veranico de julho ainda reinava, transformando a paisagem do Rio de Janeiro um daqueles cartões postais que conseguem apagar com sua exuberância e beleza as mazelas da cidade. Água caribenha, apesar da ressaca que chacoalhou o litoral nos dias anteriores, céu de brigadeiro e uma brisa fraca esperavam os visitantes que se preparavam para ver o eclipse. O primeiro lugar escolhido por 10 entre 10 apreciadores foi o Forte de Copacabana. No meio da tarde a fila gigantesca que serpenteava pela Francisco Otaviano recebeu a notícia que as senhas para a entrada nas instalações militares haviam se esgotado.

A opção B foi a Pedra do Arpoador, do lado da Praia do Diabo. Disfarçado de mim mesmo cheguei cedo e encontrei uma protuberância que serviu de mangrulho (posto militar de observação em lugar elevado, aprendi a palavra numa música gaúcha) natural. Dali não saí nem me mexi até o final do espetáculo. E assim tinha que ser já que, depois de estabelecida a base, a população cresceu absurdamente no entorno. A ponto de não dar mais nem para esticar as pernas.

Depois do por do sol a quantidade de gente cresceu mais ainda. Quem estava apreciando a performance solar, não tão bonita quanto no verão quando o sol se põe no mar, entre as ilhas, viu o astro-rei descer entre os prédios e a montanha. Depois, se moveu para ter o visual do lado leste, onde a lua surgiria.

Era engraçado ver a direção em que a maioria dos assistentes se posicionou. Claramente achavam que a lua, já eclipsada e, portanto, avermelhada surgiria em cima das montanhas quando, na realidade, ela apareceu por cima do mar.

Aí, veio a segunda confusão. A “linda bruma” que se via na barra do horizonte (na verdade, uma camada de poluição) era tão espessa que a lua teve que vencer essa nova barreira e já surgiu quase tossindo, pálida de tanta suspensão, bem acima do mar.

Não precisa dizer que entendo plenamente o significado dessa camada, a mesma que impede minha espaçonave de ultrapassar o ozônio que habita a atmosfera terráquea e me levaria para novas aventuras intergalácticas.

Não fosse esse jeito carioca de ser já assimilado, certamente, já teria entrado em desespero e feito alguma tentativa desesperada de levantar âncora em direção a novos mundos.

Acontece que nessa terra, basta a gente ficar imóvel e deixar a vida passar em seu ritmo (a)normal para saber que não haverá tédio nem paradeira. Entre músicas diversas, drones dispersos e muitas câmeras mais ou menos profissionais a lua, acompanhada de Marte, brilhando forte, deu um banho de luminosidade na humanidade.

Foi deixando essa energia fluir que me atrasei um pouco para vir trazer as novidades. Esperava que o efeito também se prolongasse pela fresta que a ilumina. Pelo menos até chegarmos as últimas novidades.

Cara amiga, acredite, “habemus candidatus”. Para todos os gosto e tipos. Encarcerados como você, apalermados, genéricos, patéticos, coligados, ajojados, amontoados, enfim, para tudo falta pouco. O grande dilema para candidatos a presidente e governadores foram os vices, todos escolhidos na última hora, alguns pegos a laço.

O próximo passo? O compasso. Um átimo até as eleições, onde nem a lua adivinha o que poderá acontecer...

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas”, do SEM FIM...delcueto.wordpress.com



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26 de jul de 2018

Quase perdido, crônica de Valéria del Cueto

Quase perdido

Texto e foto de Valéria del Cueto

Ando pela praia deixando para trás as janelas que me cercam, enfeitadas de suportes, motores e tubos dos respectivos aparelhos de ar condicionado. A visão não é mais dos encanamentos de gás, fios e cabos das operadoras que trazem o mundo exterior ao quadrado nosso de cada um.

Os sons das pancadas da obra do 102 ficam, juntamente com o esmerilhar de dias que viram semanas da reforma do 602, esquecidos apesar de ser (ainda) horário comercial nessa quinta feira de julho.

A cada passo deixo cair um incômodo, uma reclamação, um desamparo. Quem derruba pedaço a pedaço as camadas compostas por placas da armadura da (des)humanidade é o sol.

Seus raios descolam o barulho, o engolir desaforos, o desrespeito, o descaso com o cidadão, as ilusões perdidas, o cansaço (como [d]escrevo pouco essa palavra, tão presente nas lutas infindáveis de tantos que vivem a sensação do tempo e da vida desperdiçada).

No caminho, afundando as pegadas n areia, deixando que ela faça cócegas na planta dos pés, vou me livrando da camisa, da saia. Aumentando a área de contato direto com o calor e a sensibilidade aos fatores do entorno e sua luz encantada.

Os murmúrios do mar composto por diversos sons e ritmos inconstantes começam a penetrar e perfurar mais uma barreira levantada permitindo que se abra mais um sentido. O próximo elemento é a água tépida que brinca de lambiscar a areia. E, nela, estamos nós. Meus pés e eu. Primeiro, um arrepio. O prazer provoca um gosto de quero mais, depois. Agora não. Ainda não.

Falta pousar. Largar os pertences, se entregar ao nada do tudo que te cerca. Sigo procurando o lugar. Distraída, reconheço, fiscalizando as ondas, avaliando as possibilidades e, sim, viajando junto do menino que se lança com sua prancha de pra lá de depois da quina da Pedra do Arpoador numa onda perfeita. Passa riscando a danada, cruza bailando em seu miolo e sai dela, numa manobra final quando, depois de representar com excelência seu papel, a ondulação mingua extenuada marolando preguiçosa em direção a areia.

Pois foi dessa marola que meu olhar se fixou no bailar dos reflexos na água translúcida bem na beira. Só faltam os peixinhos nadando. Mas esses, a gente sabe que não estão na área. Se houvesse cardumes o horizonte estaria salpicado de embarcações pesqueiras, o que não acontece.

Sim, existem outras personagens no paraíso. Mas, diante de sua exuberância natural, se tornam menores. O som incomoda? Troca de lugar. Nem todos conseguem captar as vibrações reinantes? O que importa...

Essa não é uma crônica para relatar problemas e indelicadezas. Seu objetivo é narrar as delícias do paraíso que a natureza, e só ela, nos reserva enquanto deixarmos ao longe os gritos das crianças brincantes de alegria na beirada do mar que se misturam ao ritmo dos pregoeiros oferecendo seus produtos.

No lugar em que começo a escrever, depois de estender a canga, ler um pouco e deixar que meu espírito se integrasse a sintonia, começo a notar uma diferença no vai e vem do mar. Não sei explicar. Defino como uma urgência, um tom mais seco. Menos dolente. Sinal que a maré está subindo.

Tão inexorável quanto o sol que se inclina em direção aos prédios no horizonte. É ali que ele cai no inverno. Não é ele que define o movimento. É a maré que me obriga a ficar atenta, ligada e conectada. É a natureza que informa o momento de puxar a âncora, recolher a vida.

Quando levanto os olhos vejo os habitantes do planeta. Celulares nas mãos e nos olhos conferindo seus próprios “eus” emoldurados pelas imagens de um paraíso. Quase perdido...

*Valéria del Cueto é jornalista,   e gestora de carnaval. Da série “Arpoador”, do SEM FIM... delcueto.wordpress.com

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18 de jul de 2018

O chuá no chuê, chuê - por Valéria del Cueto

O chuá no chuê, chuê

Texto e foto de Valéria del Cueto

Céu, sal areia, mar. É tudo que se faz necessário para, finalmente, abrir o ciclo do segundo semestre (pós Copa do Mundo da Rússia) já em curso. A registrar, além das surpresas que fazem do futebol um esporte tão vivo quanto a bola do jogo, as cenas inesquecíveis da premiação.

Se tudo estava quase dando certo para a imagem vendida ao mundo pela potência anfitriã, ali, todo esforço semiótico (que incluiu ensinar seus sisudos cidadãos, pelo menos nas cidades sedes, o poder do sorriso), caiu por terra.

Na verdade, a lua de mel havia ido somente até a questão da homofobia legal que impede manifestações LGBTS e afins de qualquer tipo em local público. O limão acabou virando limonada e as camisas das torcidas formando a “bandeira” com as cores do arco-íris foi notícia mundial. Um estepe alegórico que tirou o foco da questão mais séria: o direito usurpado de manifestar sua sexualidade livremente.

O que se esperava? Não, a Rússia não é um país democrático. Portanto, manda quem pode, obedece quem quiser (ainda) ter juízo.

Na cerimônia de encerramento a participação do atabaque do campeão mundial de 2002 Ronaldinho Gaúcho foi, sem dúvida, um toque de mestre para aproximar a nação que convidava de seus exóticos visitantes de todos os quadrantes do mundo. E convenhamos, quando o assunto é sorriso, Ronaldinho bate um bolão.

Tudo acontecia conforme o minunciosamente planejado até que um imprevisto climático serviu para, em minutos, fazer cair a máscara de polidez, respeito e delicadeza do cerimonial do encerramento.

Começa a chover. No palco do gramado os presidentes da Fifa, da anfitriã, da França e da Croácia participam da premiação da inédita vice-campeã e da bicampeã mundial, a seleção francesa. Aos primeiros pingos surge um e-nor-me guarda-chuva. Ele é posicionado para proteger os convidados, entre eles uma dama, a mandatária croata? Não.

O apetrecho impede que apenas e tão somente o poderoso Putin seja protegido do aguaceiro que, em questão de minutos, encharca as autoridades. Os jogadores, recebendo suas medalhas e cumprimentos, cá entre nós, não têm do que reclamar, querem mesmo é festejar a conquista.
As câmeras da transmissão oficial reproduzem as imagens para o mundo e mostram a cena constrangedora por vários minutos. O terno do presidente Emmanuel Macron, da França, já havia até mudado de tom, de tão molhado estava. Assim como a camisa xadrez da seleção croata e os cabelos da presidente Kolinda Grabar-Kitarovic, nada resistiu a chuvarada que desabou sem dó nem piedade celestiais.

Finalmente começam a surgir outros guarda-chuvas. Menores. Eles são distribuídos aos assistentes para que protejam os convidados. Só que... mais uma vez, diante do mundo, as prioridades são invertidas. Primeiro eles. Eis que chega uma proteção para Macron. Depois, os próprios assessores se garantem...

Ali se via como a banda toca: todos protegendo os chefes e se protegendo. Sem ninguém tomar a iniciativa de, num ato de gentileza, oferecer abrigo à única mulher na linha de frente da cerimônia, a presidente da Croácia.

O que há de anormal na cena? Nada. Esta é a ordem mundial, a vida, a sociedade. É o terceiro milênio! Onde (ainda) é preciso matar um leão por dia para se impor. A vitória foi francesa, mas Macron, ao distraidamente esquecer tudo que sua professora e companheira deve ter lhe ensinado em sua convivência sobre como tratar as mulheres, colaborou para agigantar ainda mais o feito da Croácia e de sua presidente.

A que viaja de avião na classe econômica, paga sua passagem com dinheiro do bolso e tem descontados de seu salário os dias que acompanhou, como torcedora nas arquibancadas, a incrível trajetória da seleção de seu país que, como ela, surpreendeu o mundo...
  
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Arpoador”, do SEM FIM...delcueto.wordpress.com

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