Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA

12 de dez de 2017

Diretor de Cultura estaria deixando a pasta no final do mês - Uruguaiana

O diretor de Cultura do município, Ricardo Peró Job - estaria deixando o cargo no final de dezembro. Ricardo foi - sem dúvida - um incansável lutador para a realização da Califórnia 40 e Feira do Livro 41 - simultaneamente. Não é todo dia que isso ocorre. Não é todo dia que surge um "operário" do fazer, assim. Porém, sem reconhecimento, ferramentas e descanso merecidos não há como reter um nome desta envergadura. Simplesmente - lamentável! 
Alô, alô, mandatários! 

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8 de dez de 2017

Camerata Pampeana desiste da Califórnia 40 - Uruguaiana

A Camerata Pampeana, um dos espetáculos previstos da 40ª Califórnia, abriu mão de sua apresentação no festival e, em seu lugar, foi agendado o show de Luiz Carlos Borges. No Juri - substituindo o maestro Tasso Bangel o compositor Chico Alves. 

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As meninas de ouro da Celemaster em quadra no sábado pelo título gaúcho Uruguaiana


A Celemaster/Gráfica Universitária joga nesse final de semana a última partida do Estadual Feminino de Futsal, contra a ACBF/Carlos Barbosa. A disputa entre as equipes iniciou no último sábado (02), quando se enfrentaram na Serra Gaúcha pela primeira partida, de duas, que vale o título. Na ocasião o jogo terminou empatado com o placar de 02 x 02.
O clássico entre Celemaster x ACBF, possui um vasto histórico de confrontos onde o time da fronteira leva a melhor, com três vitórias, uma derrota e um empate. Apesar do time uruguaianense ter vantagem no número de vitórias, as últimas partidas têm sido muito disputadas devido a qualidade da equipe ACBF que hoje é um dos grandes destaques do futsal feminino gaúcho.
Foram nove meses de campeonato, que se iniciou em março e percorreu o ano todo. Para a Celemaster esse foi um ano de superação, onde muitos problemas estiveram em torno da equipe, além de um acidente no dia 13 de agosto, um grande susto que acabou lesionando algumas atletas. No meio de tanta superação e tantos momentos difíceis, nossas meninas colecionavam vitórias dentro de quadra, seguindo invictas até a 21° rodada do campeonato e fazendo a alegria de sua torcida
O jogo entre Celemaster/Gráfica Universitária x ACBF/Carlos Barbosa, acontece nesse sábado (09), às 20h no Ginásio Municipal de Uruguaiana (Schmitão). Os ingressos estão disponíveis nos postos de venda no valor de R$ 10,00 reais.

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7 de dez de 2017

Marcada de poeira e pampa, começa a 40º Califórnia da Canção, por Valéria del Cueto

Marcada de poeira e pampa, vem aí a 40º Califórnia da Canção

Texto  de Valéria del Cueto
O nativismo gaúcho está em festa nesse final de semana em Uruguaiana, na fronteira oeste, divisa com a Argentina. A cidade volta a ser voz, alma e coração do movimento cultural que sacudiu o estado e se espalhou por todos os rincões brasileiros onde a cultura rio-grandense fez morada com a chegada de imigrantes do Rio Grande do Sul.

Dizem que a Califórnia da Canção, idealizada por Colmar Duarte, no início da década de 1970, está para a cultura gaúcha assim como a Semana de Arte Moderna de 1922 está para São Paulo. Hoje, é Patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul e motivo de orgulho para quem viveu essa história de amor e resistência cultural.



Volta às origens

Depois de explodir nos anos 80 e gerar o fenômeno nativista que chegou a alcançar mais de 100 festivais espalhados por todo o Rio Grande a Califórnia perdeu força devido ao gigantismo do evento. Grandes shows e o crescimento da Cidade de Lona, onde inicialmente se realizavam as tertúlias musicais nos acampamentos campeiros dos participantes, acabaram por descaracterizar a festa.

Retornando às suas origens, a 40º Califórnia da Canção do Rio Grande do Sul volta a ter um formato mais enxuto ocupando, dias 8, 9 e 10 de dezembro, o palco do Teatro Municipal Rosalinda Pandolfo Lisboa.

O virtuose Yamandú Costa, melhor instrumentista numa das edições - arquivo Jornal Cidade


Instrumentista consagrado, Renato Borguetti marcaram presença no festival - foto de Anderson Petroceli

O formato do festival
Califórnia que dizer em espanhol “conjunto de coisas belas”. O termo também é usado no Rio Grande do Sul para designar"competições entre vários concorrentes em busca de grandes prêmios".

E assim o é... Foram inscritas 571 composições e, delas, selecionadas as 20 músicas que concorrem em três linhas: a Campeira, identificada com usos e costumes do campo, com  instrumentos acústicos e arranjos vocais que guardem a simplicidade do canto campeiro; a de Manifestação Rio-grandense, enfocando aspectos socioculturais e geográficos, instrumentos acústicos e elétricos, como contrabaixo e piano elétrico, e liberdade de arranjos vocais e a Linha Livre, com sentido de universalidade artística, sem restrições ao instrumental ou vocal. Dentre os campeões das três linhas é escolhido o vencedor da Califórnia.

Onze compositores premiados em edições anteriores garantem a qualidade musical do evento esse ano. Um deles, Mauro Ferreira, poderá, caso ganhe mais uma edição, levar definitivamente para casa a cobiçada Calhandra de Ouro, prêmio máximo do festival. O troféu ficará definitivamente com o quem conseguir vencer cinco vezes o certame.

 Palco Nativista da 36 Califórnia - foto Anderson Petroceli

O que atraiu tantos talentos, alguns há anos afastados da competição, foram os valores da ajuda de custo e dos prêmios, realinhados para valorizarem a competição, diante de outros festivais existentes no estado.

Efervescência cultural

Quem comparecer as duas eliminatórias e a final, disputada pelas 12 composições semifinalistas, também poderá acompanhar os shows de abertura e encerramento das noites que trarão ao Teatro Municipal, com capacidade para 1.200 pessoas, cantores e instrumentistas que já participaram de edições anteriores e, certamente, farão o público relembrar   momentos inesquecíveis cantando clássicos rio-grandenses vencedores - ou não - das disputas pela Calhandra de Ouro.

 Cidade de Lona na Pastoril, lembrança inesquecível para os amantes da Califórnia (arquivo Jornal Cidade)

Com o fim da Cidade de Lona, localizada na Agrícola Pastoril, desde a 37º Califórnia, as Tertúlias, encontros musicais informais dos músicos e grupos nativistas que esquentavam as madrugadas campeiras, serão realizadas na praça central de Uruguaiana, a Barão do Rio Branco. O local que também abriga, desde 29 de novembro, a 41º Feira do Livro e a 2º Jornada Literária.
[ Calhandra de Ouro: prêmio máximo da Califórnia , objeto de desejo dos participantes - Foto de Anderson Petroceli

NATIVISMO: força de um movimento nascido da exclusão.

Em 1970 o compositor e escritor Colmar Duarte, hoje com 85 anos, inscreveu uma música num festival de MPB promovido em uma rádio local. A primeira grande dificuldade, conta ele, foi encontrar intérprete para “Abichornado”, termo gaúcho que significa triste e dava o nome da milonga de sua autoria. Na falta de quem aceitasse a missão de interpretá-la nasceu “Os Marupiaras” (pessoas felizes, em guarani), grupo composto pelos irmãos Colmar e Ricardo Duarte, Júlio Machado e Tasso Lopes.

Na falta de intérpretes, surge o Grupo Os Marupiaras. Colmar Duarte criador da Califórnia é um de seus componentes. ( arquivo Jornal Cidade)

A composição foi desclassificada sumariamente por se tratar de tema regional. “Foi classificado um baião cantando a seca do Nordeste”, conta Colmar, lembrando um trecho da composição: “Quero plantar minha roça, o tempo não deixa, não faço queixa, não vou chorar, e um boleto cantado em espanhol”, se recorda. “Na minha terra, o coração geográfico do Pampa, berço da cultura regional, se podia cantar em outro idioma, lamentar a seca do Nordeste, mas não se podia cantar a própria terra!”

Isso levou a criação da Califórnia. “O movimento tradicionalista gaúcho, que começou em 1947, ensinava a respeitar os ancestrais. Mas éramos apenas descendentes” ressalta. “O fenômeno que a Califórnia gerou trouxe o orgulho, os costumes campeiros para o cotidiano do povo gaúcho. O nativismo valorizou e popularizou hábitos anteriormente desconsiderados como símbolos culturais”.

Colmar destaca que “na época havia apenas uma costureira na região que ainda sabia fazer com perfeição as tradicionais bombachas gaúchas. Hoje, existem duas fábricas em Uruguaiana do produto”. Ele cita outro exemplo fácil de ser constatado: “Tomar chimarrão hoje é um hábito da juventude que se orgulha em viajar sempre levando seu equipamento composto de cuia, bomba e térmica para qualquer lugar, seja na praça de uma cidade gaúcha, ou numa praia do litoral de qualquer estado do país”, comemora.

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fronteira Oeste do Sul”, do SEM   FIM... delcueto.wordpress.com

Edição Enock Cavalcanti
Diagramação Luiz Márcio – Gênio



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5 de dez de 2017

Quem vai pra onde?, por Valéria del Cueto

Quem vai pra onde?

Texto e foto de Valéria del Cueto
“Deu pra ti, vou ali e volto quando der” informa num bilhete curto e grosso Pluct, Plact à sua querida amiga, a cronista enclausurada. A revolta do extraterrestre é mais que justificada e não foi levada para o lado pessoal pela destinatária.

Serviu como deixa para informar o destino do viajante intergaláctico revoltado: Porto Alegre, Rio Grande do Sul, onde o que se dá para o baixo astral é... tchau!

Antes de rumar para o sul, qual pássaro na época migratória, Pluct, Palct tentou voos mais ousados. Embicou sua aeronave espacial para o céu e deu um gás nos motores antes de se lançar ao infinito.

Conseguiu chegar só até ali. Bateu no poderoso escudo formado pela combalida camada de ozônio poluída e, num efeito bumerangue australiano perfeito, voltou ao ponto de partida.

Para provar sua tentativa frustrada fez fotos da Cidade Maravilhosa do alto. Foram elas que chegaram às mãos da cronista em seu refúgio do outro lado do túnel junto com o bilhetinho codificado.

Na dedicatória, outra pista do motivo de sua retirada estratégica: “Vista de um dos poucos lugares em que o codinome continua fazendo jus ao Rio de Janeiro. Cidade Maravilhosa só de cima. Beeeem de cima”

Em outros planos e pontos de vista o que se vive e vê no Rio é a lama!

A falta de vergonha e medida fez do presídio em Benfica o lugar que reúne o maior número de corruptos bandidos (ou será bandidos corruptos?) por metro penitenciário quadrado.

A área devidamente gradeada e frouxamente protegida abriga barba, cabelo e bigode da política fluminense. Ali estão décadas do poder político eleito pela população do estado. Parte do joio que se achou melhor que o trigo e que, acreditando piamente na impunidade eterna, contaminou os poderes executivo, legislativo e costumava ser protegida pelo judiciário.

Aquele que age pedindo vistas do processo no julgamento do Supremo Tribunal Federal que pode acabar com o foro privilegiado.

Se está ruim de ser digerida pelo estômago sofisticado do caminhão basculante de lixo intergaláctico, imagina pelo órgão digestivo de simples mortais?

Simples mortais, extraterrestres... que diferença fará para os degustadores de presunto de Parma, bolinhos de bacalhau e camarão, contrabandeados para dentro das celas penitenciárias para deleite dos políticos aprisionados em Benfica? Haja estômago para aguentar tanto abuso.

O nosso, porque o deles está empanzinado de deliçuras enquanto funcionários públicos caem da corda bamba sem conseguir tirar o nariz de palhaço nem sobreviver com seus salários atrasados.

Enquanto assistem de camarote o desenrolar do encontro de ex-rivais, agora irmanados e igualados pelas regras de convivência dos presídios cariocas.

Isso explica a deserção momentânea de Pluct Plact? Claro que não. Ela tem um motivo de força maior e mais feliz.

De Porto Alegre seguirá quicando até a fronteira oeste onde pretende representar a cronista num evento musical, a Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul, em Uruguaiana. O encontro nativista marcou a vida de sua amiga exilada. Como ela não poderá comparecer a sua quadragésima edição por motivo de encarceramento voluntário maior, caberá a ele representá-la condignamente e mantê-la atualizada sobre as composições concorrentes.

Melhor que ouvir choradeira da família Garotinho e aturar a depressão provocada pela falta de quitutes gastronômicos da difícil vida fácil de Cabral e seus parceiros de ladroagem no subúrbio carioca, não acha, caro leitor?

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa matéria faz parte da série “Fábula Fabulosa” do Sem Fim delcueto.wordpress.com



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