Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA

5 de out de 2018

Na luta é que a gente se encontra - crônica de Valéria del Cueto

Na luta é que a gente se encontra

Texto e foto de Valéria del Cueto para o Alexandre...

Dias antes do incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, estive num lugar que, por analogia, me fez sentir ainda mais o desastre imensurável para a história, a cultura e a ciência brasileira.

Cerro Corá fica perto Pedro Juan Caballero, a 41 km de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, fronteira com o Brasil. Ali, as tropas brasileiras da Guerra do Paraguay, conduzidas pelo General Câmara sob o comando do Conde D´Eu, (marido da Princesa Isabel, A Redentora, que libertou os negros da escravidão, segundo a história oficial brasileira), encontraram o que restava do exército em fuga do  Mariscal Solano Lopéz.

No riacho Aquidaban Nigui o cabo Chico Diabo golpeou “El Supremo” e entrou para a história. A nossa, que não nos conta que Elisa Lynch, a poderosa amante do presidente, enterrou com a ajuda de sua filha, usando uma lança, não apenas os restos mortais do Mariscal, mas de seu filho de 16 anos, o Coronel Juán Francisco López. “Panchito” também se recusou a se entregar aos inimigos.

Estudo essa história desde a adolescência quando meu pai serviu em Bela Vista e virei rata da biblioteca do médico paraguaio, o Dr. Caito. Lá comprovei, lendo em espanhol os relatos que contam o outro lado dessa incrível saga sul americana, que a verdade pode até querer ser uma só, mas tem sempre várias versões.

Minha memória se colore com a panapanã que encantou a primeira vez que visitei Cerro Corá, ainda criança. O local em que os combatentes caíram estava “tapado” por uma nuvem de borboletas amarelas, como as que reencontrei na Macondo, de Gabriel Garcia Marques.

Agora, ali é o Parque Nacional Cerro Corá, com mais de 5500 hectares. O marco, na Ruta 5, e um pórtico estilizado indicam sua entrada. Um pouco recuada fica cancela de identificação e a portaria com a simpática guarda florestal fazendo a recepção e apresentando o minimuseu. O lugar também é um sítio arqueológico.

Seguindo se alcança o mirante que marca o local onde aconteceu o último embate entre as tropas, em 1 de março de 1870. O visual é deslumbrante, com o Cerro Corá dominando o cenário. Bustos dos comandantes que ali sucumbiram vigiam o território paraguaio.

Mas ainda não era isso que estava procurando. Dalí, uma alameda cercada de palmeiras leva à grande cruz que marca onde estiveram enterrados os heróis paraguaios. Ao lado, um nicho formado por guerreiros de pedra, adornados com elmos e lanças de metal estilizados, indica onde Madame Lynch enterrou Solano Lopéz e Panchito. Ainda é necessário fazer um caminho por pequenas trilhas para chegar, no Aquidaban Nigui, ao passo onde o líder paraguaio sucumbiu.

O que mais me impressionou foi a proposta do parque.  Não há uma invasão visual. Tudo integra os acontecimentos aos locais. Dá para notar a imponência das linhas do monumento no local da batalha e da cruz, de tempos mais antigos, e a linda proteção dos guardiões, homenagem do ex-presidente Fernando Lugo. As equipes trabalhando e a conservação dos jardins, alamedas e trilhas, mostram o zelo com o espaço.

Vivi tudo isso com as lágrimas nos olhos do meu sonho colorido de infância dias antes de, estarrecida, ver arder (há exatos um mês) nossa memória – e, inclusive, desconfio, objetos ligados a essa história - na Quinta da Boa Vista.

Quando voltei ao Rio, caí dentro do registro da Bateria da Mangueira na escolha do samba que cantará na avenida o enredo do carnavalesco Leandro Vieira, “História para ninar gente grande”. Ele fala da “história que a história não conta, o avesso do mesmo lugar”. Cito trecho de uma das parcerias, a de Deivid Domenico, que concorre na final, dia 13 de outubro, no Palácio do Samba, a quadra da Mangueira.

Não costumo me manifestar durante essa etapa do processo carnavalesco, a escolha dos sambas, que acontece até meados de outubro. Mas, confesso, torço para cantar na Sapucaí “tem sangue retinto, pisado, atrás do herói emoldurado” e meu nome, Maria, junto com as “Mahins, Marielles, Malês”, “Lecis, Jamelões”. Quero muito dar nome aos nossos heróis que, diga-se de passagem, nem sempre precisaram matar para assim serem considerados. Eles e tantos outros anônimos elementos catalizadores do que nosso país tem de melhor.



Pense nisso na hora de exercer seu voto nesse domingo. Na base de seus representantes. Se escolher seu presidente é complicado, mais difícil é ter critério e consciência ao escolher senadores, deputados federais e estaduais. Caberá a eles representá-lo nas difíceis decisões que virão pela frente. Afinal, “na luta é que a gente se encontra...

* Este é o link para clip do samba mencionado: https://youtu.be/s91TcNhfYtY e, aqui, seu feito na torcida verde e rosa https://youtu.be/asc92FJmwYQ
** Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Das séries “Fronteira oeste do Sul” e “É Carnaval”, do SEM FIM...delcueto.wordpress.com


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3 de out de 2018

Mangueira carnaval 2019 – semifinal da escolha do samba enredo



A semifinal da escolha de samba enredo para o carnaval 2019 da GRES Estação Primeira de Mangueira aconteceu na noite de sábado, 29 de setembro de 2018.

A festa da escola  começou por volta das 22 horas, com a formação da roda no centro da quadra do Palácio do Samba logo após a abertura com o grupo Só Damas e da Bateria da Mangueira fazer sua apresentação. Os diretores de Harmonia conduziram os componentes de segmentos tradicionais da escola, como a Velha Guarda, as Baianas, o Departamento Feminino e alas.

Clique AQUI para acessar o álbum fotográfico Mangueira carnaval 2019 – semifinal da escolha do samba enredo


A entrada do grupo de passistas esquentou o ambiente e antecedeu a participação do grupo de Passistas Mirins, trabalho desenvolvido pela Rainha de Bateria Evelyn Bastos.

Depois dos três casais de mestre e sala e porta bandeira trazerem para o centro da roda seus pavilhões, mostrarem suas coreografias e saudarem o público presente começou a disputa entre os quatro concorrentes.



No final da noite foi anunciada a eliminação do samba da parceria de Tantinho seguindo, portanto, para a final os sambas dos parceiros de Deivid Domenico, Lequinho e Helio Turco na disputa pela escolha do hino verde e rosa, carnaval de 2019, baseada no enredo desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira “História para ninar gente grande“.

A final está marcada para o dia 13 de outubro de 2019.
#quemsambasabe

Ensaio fotográfico  de (C)2018 Valéria del Cueto, all rights reserved
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O grupo Gres Estação Primeira de Mangueira, no FLICKR é o acesso para a coleção de registros da verde e rosa da fotógrafa. Curta nossa página no Facebook e faça sua inscrição no Canal del Cueto no Youtube, desde 2008 registrando momentos do carnaval carioca.
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28 de set de 2018

Balança do tempo - crônica de Valéria del Cueto

Balança do tempo 

Texto e fotos de Valéria del Cueto

Bora lá que está enrolado fazer esse texto. De vez em quando é assim. Algumas vezes falta assunto. Mas, no caso, o problema é outro. Excesso de possibilidades. A coisa se complica quando houve uma promessa de ir numa linha e a vida te leva para outro lado.

Esquece a política bombada e reverberada na véspera da eleição. Em que o tudo ou nada vira um vale tudo insuportável de estratégias, abordagens e ataques milagrosos prometendo garantir o resultado que, nessas alturas do campeonato, ninguém pode prever.

Nada de comentar as escolhas dos sambas enredos, especialmente a da Mangueira e o reencontro com ritmistas e a diretoria da bateria. Primeiro, no sábado da última eliminatória. Depois, no ensaio das composições que chegaram a semifinal e o cantor oficial da verde e rosa, Marquinho Art’Samba.

Fotos, muitas fotos e alguns vídeos(zinhos) que farão a alegria de quem gosta de estudar o ritmo, suas bossas e viradas. Sai de mim, tentação!

Prometi e vou cumprir! Sigo passeando por Mato Grosso do Sul, procurando assuntos e imagens que interessem a você, leitor querido. E lembro que estamos só no início da jornada...

Falemos de mala. E de como sobreviver em uma viagem de menos de um mês com alterações de temperatura inimagináveis. De 01 (zero um) a 40 (quarenta) graus, rolou de tudo. Inclusive um vento constante para diminuir ainda mais a sensação térmica. Quanto mais para o sul, mais baixa a temperatura.

Ponta Porã foi recorde. E, no dia mais frio, para coroar fui para uma chácara fora da cidade. Com um nevoeiro clássico proporcionando uma imagem representativa do alcance visual da tarde da visita. Registrei da frente da casa, um pouco além da varanda. Foi o máximo que consegui chegar. Voltei correndo pro pé do fogão a lenha que aquecia a sopa deliciosa feita por Anapaula Pissini. Querem fotos da delícia? Leiam a crônica anterior, “Medidas compensatórias”. Ela explica por que não tem. Sopa, gente! Esfria...

Deu pra sentir o guarda-roupa necessário para enfrentar essa “friaca”? Sobre pele, camisa de malha, camisa de flanela, blusão quentão com capuz e cachecol enrolado por dentro. Meias, jeans e botas de cano longo. Bota na mala.

Pensar que uma semana antes ainda em Campo Grande e morrendo de vontade de sentir o ar campeiro, desembarquei direto na Acrissul, para ver uns exercícios da Escola de Equitação Montana.

Um fim de tarde dedicado a afinar o olhar mirando nos alunos que treinavam movimentos com seus animais, sob as orientações de Camila e muitos tererés para refrescar o calor que fazia na capital de Mato Grosso do Sul. Para quem saiu do Rio em busca de temperaturas amenas. Errei feio...

Dias depois fui conhecer a Fazenda Santa Anita, perto de Campo Grande, em busca do cenário perfeito para a gravação das imagens do DVD da dupla “Maria Clara e Camila”. Mais tereré num ambiente rural, apreciando o por do sol e ouvindo a sinfonia de passarinhos conversando entre as árvores que emolduram a paisagem vista da casa principal.

Os sons da cidade foram substituídos por uma variedade de pios e trinados enquanto o céu ganhava aquele tom laranja, se avermelhando e, finalmente, deixando a noite abraçar o horizonte, fazendo desaparecer as árvores que criavam o contraste com a circunferência flamejante do astro solar. Não havia ainda a camada de fumaça que “nublaria” Campo Grande quando passei lá no final da viagem.

E voltamos para a mala. Do frio ao calorão, com todos os apetrechos necessários para a aventura.

Com direito a compras (poucas, o dólar estava nas alturas) na fase mais “puxada” do frio. Afinal, de roupa de verão o Rio bate um bolão. Nunca ultrapassou o peso máximo do volume admitido pela companhia aérea. Mas, confesso: agora quando fico na dúvida entre uma peça e outra, me baseio no peso. A mais leve será a escolhida.

Assim como com os candidatos (que ainda não defini) nessa eleição. Do mais leve será o meu voto. Por isso, pela minha balança do tempo só tenho uma certeza... #ELENÃO

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fronteira oeste do Sul”, do SEM FIM...delcueto.wordpress.com

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25 de set de 2018

Mangueira - última eliminatória da escolha do samba 2019


A última eliminatória da escolha de samba enredo para o carnaval 2019 da GRES Estação Primeira de Mangueira aconteceu na noite de sábado, 22 de setembro de 2018.

A noite começou cedo, por volta das 20:30 com o esquenta da Bateria da Mangueira e a tradicional roda que trouxe para o centro da quadra do Palácio do Samba os principais segmentos da agremiação.

Depois da apresentação dos primeiro e segundo casais de mestre-salas e porta-bandeiras, teve início a disputa, com 5 sambas concorrendo. Ao final da noite, um dele caiu, restando 4 obras para a semi-final do dia 29 de setembro.

Clique AQUI para acessar o álbum fotográfico Mangueira carnaval 2019 - última eliminatória da escolha do samba enredo

https://www.flickr.com/photos/delcueto/albums/72157671612523707

A volta para a roda é sempre uma emoção. Especialmente quando o ritual traduz a força da escola, caso da Mangueira. Antes de assumir sua batuta no palanque da Bateria, Mestre Wesley "organizou" a apresentação emocionada da coreografia do samba Filho Fiel, que homenageou Nelson Cavaquinho, depois da apresentação dos segmentos.

Baianas, Velha Guarda, Departamento Feminino, passistas, todos participaram da brincadeira que antecedeu os tralhados das equipes que defendiam as obras classificadas para a etapa da escolha do hino verde e rosa para o carnaval de 2019, baseadas no enredo desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira "História para ninar gente grande".

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Clique AQUI para acessar o álbum fotográfico Mangueira carnaval 2019 - última eliminatória da escolha do samba enredo e AQUI para assistir o vídeo do Esquenta a Bateria da Mangueira na última eliminatória dos sambas.



O grupo Gres Estação Primeira de Mangueira, no FLICKR é o acesso para a coleção de registros da verde e rosa da fotógrafa.
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Quer ver o que tem por lá? Dá play.

Aqui tem mais pra você:

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20 de set de 2018

Mobilidade - URGENTE!


O Poder Legislativo solicita realização de estudo para melhorar as condições de segurança e mobilidade no trânsito nas proximidades e em frente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A indicação ao Poder Executivo é de autoria da Mesa Diretora, presidida pelo vereador Irani Fernandes.

Conforme o parlamentar, usuários, pacientes e os próprios funcionários da UPA e SAMU, tem demonstrado preocupação com a segurança do trânsito no entorno daquela unidade, bem como da garantia de acessibilidade ao prédio.

“Apontamos a necessária atenção aos pontos de ônibus, os estacionamentos prioritários para embarque/desembarque de pacientes, pessoas com deficiência e idosas em frente a UPA, dispositivo luminoso emergencial dando prioridade no trânsito para a saída da ambulância, SAMU, nos atendimentos de urgência e redutores de velocidade nos dois sentidos das ruas Júlio de Castilhos e Marechal Deodoro”, complementou Irani.


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