Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA

12 de out de 2019

Mangueira carnaval 2020 audição dos sambas finalistas


A audição das composições que estão concorrendo a final da escolha do samba da Mangueira para o carnaval 2020, com interpretação do cantor oficial da verde e rosa, Marquinhos Art’Samba, aconteceu na terça-feira, 08 de outubro de 2019, no ensaio da bateria da Mangueira sob o comando de Mestre Wesley, no Palácio do Samba.

O enredo da verde e rosa, campeã do Grupo Especial em 2019, será “A verdade vos fará livre“, do carnavalesco Leandro Vieira.

O ensaio reuniu os ritmistas, componentes do carro de som e a diretoria verde e rosa. Ele foi aberto com esquenta da Bateria da Mangueira, no centro da quadra do Palácio do Samba.

Marquinhos Art’Samba, interpretou pela primeira vez os sambas, puxados nas eliminatórias pelos demais cantores do carro de som. A primeira composição foi o Samba 16, interrompido com a falta de energia na quadra. Veja como a bateria reagiu a interrupção:



Com a volta da luz a audição recomeçou com os três finalistas apresentados na seguinte ordem: Samba 16, Samba 08 e Samba 13. Acompanhe abaixo:
Mangueira 2020 audição SAMBA 16 Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo


Mangueira 2020 audição SAMBA 08 Beto Savana, Índio da Mangueira, Luiz Paulo Jr e Sandra Portella

Mangueira 2020 audição SAMBA 13 Rodrigo Pinho, Pedro Terra, Bruno Souza, Leandro Almeida
Como não poderia deixar de ser, antes da audiência, no esquenta da Bateria da Mangueira, registrei aquele desenho…

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Ensaio fotográfico  de (C)2019 Valéria del Cueto, all rights reserved
@no_rumo do Sem Fim… delcueto.wordpress.com
@delcueto para CarnevaleRio.com

O grupo Gres Estação Primeira de Mangueira, no FLICKR é o acesso para a coleção de registros da verde e rosa da fotógrafa. Curta nossa página no Facebook e faça sua inscrição no Canal del Cueto no Youtube. Desde 2008 registrando momentos do carnaval carioca.


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11 de out de 2019

Mangueira 2020 semifinal da escolha do samba


A semifinal da escolha do samba enredo da Mangueira, no sábado, 05 de outubro de 2019, levou ao Palácio do Samba representantes de quatro composições apresentadas ao público pelos cantores do carro de som escolhidos por sorteio no início da disputa.

O enredo da verde e rosa, campeã do Grupo Especial em 2019, que inspirou as composições será “A verdade vos fará livre“, do carnavalesco Leandro Vieira.

A Bateria da Mangueira, fez seu esquenta conduzida por Alexandre Marrom. Já a disputa do samba foi dirigida por Mestre Wesley. A noite começou com homenagem da Ala das Baianas à aniversariante Célia Domingues.

Na sequência os segmentos da escola, liderados pela Ala das Baiana e sua Presidente de Honra, Tia Suluca, formaram a roda no centro da quadra. Ao som de sambas consagrados da verde e rosa. Entre eles, a Velha Guarda, o Departamento Feminino, a Ala de Passistas e as Musas. Do palanque da Bateria, a Rainha Evelyn Bastos saudou os mangueirenses.



O segundo casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, Renan Oliveira e Débora de Almeida, fez as honras da casa recebendo os pavilhões da Viradouro e do Paraíso de Tuiuti. Eles conduziram o pavilhão campeão e se apresentaram para o público presente.

A disputa

A parte mais esperada da noite foi a apresentação dos quatro semifinalistas.
A disputa foi aberta pelo samba 13, interpretado por Psé Diminuta


SAMBA 13 RODRIGO PINHO, PEDRO TERRA, BRUNO SOUZA, LEANDRO ALMEIDA
A segunda composição a se apresentar foi o o Samba 08, puxado por Bico Doce


SAMBA 08 DE BETO SAVANA, ÍNDIO DA MANGUEIRA, LUIZ PAULO JR e SANDRA PORTELLA
O penúltimo samba da semifinal foi o Samba 01. Sua interpretação coube a Leandro Santos


SAMBA 01 HÉLIO TURCO, SÉRGIO GIL ,TONY MANEIRO
A noite foi encerrada pelo quarto semifinalista, o Samba 16, interpretado por Douglas Diniz



SAMBA 16 MANU DA CUÍCA, LUIZ CARLOS MÁXIMO
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FINAL

A final da escolha do samba enredo será no sábado, 12 de outubro de 2019, no Palácio do Samba. Eis a lista das composições classificadas e seus respectivos cantores. A ordem e os cantores foram sorteados na semifinal:
  1. Samba 16 de Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo – intérprete Bico Doce.
  2. Samba 08 de Beto Savana, Índio da Mangueira, Luiz Paulo Jr. e Sandra Portella – interpretado por Douglas Diniz.
  3. Samba 13 de Rodrigo Pinho, Pedro Terra, Bruno Souza e Leandro Almeida – intérprete Psé Diminuta
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17 de set de 2019

Caminho de volta, crônica de Valéria del Cueto

Caminho de volta

Texto foto e vídeo de Valéria del Cueto
Querida cronista.  A que voluntariamente enclausurada garantiu sua passagem permanente à maior liberdade que um ser humano pode ter: a interior.

Este seu amigo extraterrestre visitante nas noites de lua cheia pela fresta da abertura de sua cela do outro lado do túnel, reconhece a inutilidade do fato e vem mui respeitosamente pedir desculpas por todas as vãs tentativas de insistir em criar uma conexão a este mundo (ir)real.

É daqui, de uma das suas praias, que informo a decisão muito pensada e avaliada de mantê-la alheia aos últimos acontecimentos.

Hoje é um dia lindo, uma segunda-feira de setembro solar. De praia cheia no fim de tarde.
Daquelas que deixam a impressão (pelo efeito fotográfico do contraste explícito na direção do Leblon e do Morro Dois Irmãos) que o mar azul está emoldurado por reflexos rosa/alaranjados nas espumas das ondas e marolas brincalhonas.

Com os movimentos da maré que está subindo se desenham curvas e laguinhos. Imagens efêmeras no vai e vem do mar.  Incessantes e hipnóticas.

Nesse espaço semiaquático se veem os contornos dos corpos de quem passa caminhando na linha do mar ou em direção a um mergulho. Foi um desses banhistas que que informou, gritando para o grupo de amigos da barraca na areia, que a água está gelada.

No mesmo contraluz dá para apreciar crianças brincando nas poças que começam a encher aproveitando enquanto o sol não cai por trás das montanhas.

Ainda estamos em setembro e, como você me ensinou, sabemos que somente em dezembro ele cairá no mar, rasgando as águas com seus raios refletidos na superfície oceânica.

Em algumas rodas improvisadas as bolas sobem, descem e, quando podem, fogem dos pés dos atletas de fim de tarde estimulando os malabarismos corporais dos jogadores de altinho.
Vai durar pouco o espetáculo. Com a subida da maré a faixa de areia ficará estreita e íngreme dificultando a prática de um dos esportes preferidos por aqui.

Não pense que estou fazendo essa narrativa somente para você. Espero que esteja gostando. Faço também para mim, pobre Pluct Plact, o viajante interplanetário. Este ser estranho aprisionado nesse mundo. Sem a força propulsora necessária tomar um rumo espacial ou o privilégio de uma cela libertadora como você, amiga e mentora.

Preciso purificar meu olhar, depurar meus sentimentos. É, tipo limpar o HD da minha recém adquirida inteligência emocional. Ocupar meus slots com singeleza. Reprogramar a rotina com gentileza. Exercer a prática sem contra indicações da bondade inerente.

Coisas raras por aqui onde somos bombardeados por torpezas, vilanias, violência e obscurantismo. Não há mais limites para a barbárie. Apenas alvos, disparos, robôs e intolerância destrutiva. Muita.
Por isso, agora quem precisa de você sou eu. Para dar uma guinada no fio que sustenta a pipa que, hoje reconheço, somos cada um de nós vindos de qualquer lugar da terra ou, no meu caso, de fora dela.

Preciso de mais linha, ou que ela seja bruscamente recolhida no carretel, para que possa olhar e ver com outros olhos, captar as sensações de maneira diferente. Estes olhos que já viram muitos mundos e galáxias estão cansados de tanto desamor concentrados num só planeta.

Estou à procura nessas linhas do caminho de volta para a inocência e à pureza. Elas, as que deveriam manter a esperança de harmonia no universo...
 
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas”, do SEM   FIM…  delcueto.wordpress.com

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4 de set de 2019

Havia uma pedra, crônica de Valéria del Cueto

Havia uma pedra

Texto e fotos de Valéria del Cueto

Incêndio na Flotropi. E não é pouco fogo não. A bicharada está em pânico e entre uma tossida e outra, uma ajuda a um irmão encurralado e as tentativas de fugir das chamas que engolem a floresta se pergunta: “como chegamos a esse ponto?”

A formigas trabalhadoras já haviam sentido em suas caminhadas no leva e traz de folhas e galhinhos para os formigueiros que algo não estava bem. A começar pela falta de chuvas e o descuido com os preparativos para o período da seca, ao menos para proteger a clareira real. As cigarras estavam mais roucas por causa da fumaça!

O eleito da vez, com mania de dinastia e império, não só deixou de fazer o beabásico, como incentivou a desobediência às regras de queimadas na área florestal. Seu assessor, encarregado das ações preventivas visando proteger o habitat, já dava sinais que estava mais para coração de pedra que coração de leão. E que de protetor e mantenedor do meio ambiente da Flotropi e seus habitantes, animais, vegetais e, por que não, minerais, não tinha nada!

Começou sua obra transferindo o responsável pela proteção dos golfinhos para o lado mais seco do país, alocando-o numa parte semiárida do território.

Nessa época do ano, qualquer animal de boa cepa sabe, em vez de gastar os recursos do tesouro florestal com a medida que, logo depois, foi derrubada no tribunal dos bichos, ele deveria estar estruturando a fiscalização e punindo os infratores que, já no início do inverno e do tempo seco, se preparavam para tocar fogo nas matas. E o que o animal fez? Nada!

Se limita a desqualificar os guardiões e, devidamente motorizado nas redes sociais, agradecer os aplausos dos demais membros do conselho florestal do atual governante, todos interessados em enfraquecer e dizimar os valores primordiais do meio ambiente da Flotropi: o ar, as matas e seus habitantes.

Nem o aparecimento de imagens terríveis de animais carbonizados, da vegetação sendo engolida pelo fogo, nem os gemidos da floresta serviram para sensibilizar os cruéis e gananciosos governantes de Flotropi. Quem imaginaria que as coisas chegariam a esse ponto?

Quando os representantes de outros ecossistemas começaram a se movimentar para impedirem a destruição em massa as hienas e os chacais do conselho continuaram fazendo cara de paisagem (variadas, conforme o setor de atuação) até que o presidente da Flotrofran botou a boca no trombone e levou o caso ao conselho mundial dos mais poderosos sistemas ecológicos do planeta.

E deu no que deu. Ou seja, o eleito (bem feito!) e já não tão amado assim, como bom mico bateu boca com o líder que expôs suas mazelas, partiu para a baixaria pessoal marital, recusou ajuda para conter as queimadas e, vestindo a roupa nova de seus asseclas costureiros, achou que estava tudo dominado.

E não teve manifestação nem passeata da bicharada indignada que amolecesse a moleira e abrisse a “caixola” dos donos da clareira.

Não contaram com a reação que levou o coração de pedra para a lona. A informação de que os produtos da Flotropi estavam fora da pauta de importação de grandes consumidores dos produtos flotropicais.

Deu xabu, deu piti e terminou com uma passagem pela CTI. O que era pedra não furou (ainda), mas começou a propagar, quem nem gota n’água, as consequências de sua inconsequência. O rastilho alcançou vários setores e está fazendo a bicharada ficar de antenas e orelhas em pé.

Rapidamente começaram a operação enxuga gelo para apagar o fogo. Jogando mais lenha em outras “fofogueiras”, baboseiras e besteiras.

Mais ou menos, porque agora a floresta palpitante e o mundo vigilante não vão deixar de cuidar da natureza. Ela não tem dono. É de todos os habitantes. Pelo menos aqui, na Flotropi, onde quem manda sou eu.

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas”, do SEM   FIM…  delcueto.wordpress.com


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19 de ago de 2019

Se correr, se ficar. É o bicho! - crônica de Valéria del Cueto

Se correr, se ficar. É o bicho!

Texto e fotos de Valéria del Cueto

É a última, a derradeira escrevinhação nesse caderninho. A letra está pequenininha, bem apertada pro texto caber todinho nas últimas páginas.

Subi a Bulhões no sol de sábado quase tirando no unidunitê se falaria diretamente da Flotropi, a floresta incendiada, ou deixaria a cargo do extraterrestre Pluct Plact finalizar mais um volume de estórias e histórias.

Mudei de ideia logo na saída do prédio ao avaliar o engarrafamento que parava o trânsito da Bulhões da Carvalho. Lembra que expliquei na crônica “Nepotismo Natural” que a rua me levava direto do pé do morro ao Arpoador? Pois é.

“Ladeira” acima descobri o motivo da lentidão quase parando dos carros. Do outro lado da rua, entre a Souza Lima e a quina da Piragibe Frota Aguiar, Gomes Carneiro e Francisco Sá, começando por uma ambulância do Samu havia uma grande quantidade de variados veículos do Corpo de Bombeiros!



No meio da quadra um porteiro antenado que testemunhou os fatos me passou o relato do incêndio da loja de material de construção do entroncamento. Horas antes havia escutado lá de casa as sirenes que pareciam paradas, o que chamou a atenção, mas logo sumiram. Pensei que haviam passado, não que foram desligadas por já terem cumprido a função de abrir caminho até o sinistro. Como não ouvi mais, não tive a curiosidade de ligar na portaria e me inteirar dos acontecimentos. Perdi o fato, mas o relato de minha fonte supriu a deficiência.



Segundo ele a loja havia fechado depois do meio dia. O fogo começou por volta da uma hora da tarde. Os bombeiros acionados tiveram dificuldade para acessar o local porque, além da grade externa e um portão de ferro na entrada, havia a porta corrediça. Nessa tiveram que usar motosserra, o que teria gastado um tempo precioso. Demoraram a debelar o fogo.

Junto a loja há o depósito repleto de materiais inflamáveis, tintas, solventes e madeiras, etc. Meu observador explicou que os heroicos bombeiros entraram rastejando por uma fresta da porta corrediça com todo o equipamento que tinham direito. Roupas a prova de fogo, máscaras e oxigênio. A fumaça era altamente tóxica, razão de todas as precauções cabíveis.



E demorou para debelarem o fogo, ele calculou. “Imagina o calor no piso do primeiro andar, em cima da loja? Era muita fumaça e ela subia pelas aberturas internas do prédio. Dava para ver lá no alto do edifício a fumaça preta”, me contou.

Agradeci as informações e passando pela calçada oposta fui registrando a cena. Na quina, o carro com a escada Magirus estava a postos e, numa área cercada, os homens da corporação retiravam os equipamentos sob o olhar desolado dos funcionários e proprietário da loja. Não me aproximei porque quando a gente não tem como ajudar é melhor não atrapalhar.



Subi a rua pensando com meus panos e botões sobre essa cilada do se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Afinal, as portas, portões e grades que protegiam a loja funcionaram bem demais e cumpriram seu propósito. Só que testados pelo motivo errado acabaram impedindo que o prejuízo fosse menor e quase provocaram uma tragédia pior caso o fogo tivesse se expandido pelo prédio.

Segui pra praia com o cheiro da fumaça diminuindo aos poucos, já pensando que esse poderia ser o tema do texto. Bem assim sem especular muito.  Mas deixando uma pulga atrás da orelha, leitor, sobre o dilema da rota de fuga em locais altamente protegidos.

Sabe como é quando você cria uma rede de proteção e depois não consegue se livrar da sua própria teia? Nesse caso havia o Corpo de Bombeiro para ajudar, correndo riscos calculados e seguindo protocolos para resolver o problema.

Mas...E quando não há rede embaixo para pular, faz o que?



*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Arpoador”, do SEM   FIM…  delcueto.wordpress.com

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