Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA

14 de jun de 2018

Na dúvida... - crônica de Valéria del Cueto

Na dúvida...

Texto e foto de Valéria del Cueto

Essa Ponta do Arpoador é sempre uma surpresa! Quem avalia, analisa, registra e cataloga é Pluct, Plact, o extraterrestre, enquanto espera a chegada da escrevinhadora de caderninhos.

Precisa dela para tentar clarear as ideias antes de cruzar novamente com sua cronista de fé sabiamente isolada dessas e outras mazelas, recolhida que está numa cela do outro lado do túnel.  

É domingo, faz sol depois de uns dias de vento cortante, céu mal-humorado e muitas promessas de ressacas espetaculares. “Como não falo do que não vi, nada posso relatar”, esclarece o alienígena um pouco desconcentrado pelo som que vem do evento da vez. Ele toma o Largo do Millôr e promete um “sonset” (isso mesmo, com sílaba tônica no O) em ritmo de bate-estacas. Sabe a tal de democracia? Para quem...

Fazer o que? Duas opções. Se isso te incomodar, o que não faz parte do menu de opções disponível para um ser de outro mundo que se preze, se mude. Ou... siga o magnânimo conselho da escrevinhadora do caderninho: ceda o espaço de domingo para quem só pode usufruí-lo nos finais de semana e deixe para vagabundear durante os dias de batente coletivo.

Enquanto oscila entre partir ou ficar Pluct Plact começa a tabular outras informações que podem auxiliá-lo na tomada de decisão. A mais gritante, por assim dizer, é que a qualidade musical está se deteriorando rapidamente após uma largada até que promissora.

No mar as tão esperadas ondas, que motivaram o encontro com a escrevinhadora, simplesmente sumiram. O que se vê são marolinhas de aprendiz numa água certamente gelada, se deduz pela indumentária dos surfistas. Se a virada do tempo não rendeu as ondulações aguardas pelos feras do esporte, serviu para virar barcos, provocar mortes e colocar de prontidão os serviços marítimos locais à procura dos desaparecidos na região de Sepetiba. Por esse ângulo, foi bom o mar baixar rapidamente para não tumultuar ainda mais as buscas.

A chegada da dona do caderninho acabou adiando um pouco a última boa razão para uma retirada oportuna.

Atraída pela bandeira, sua sombra, o contorno das lambidas das ondas que quase batem na murada do Arpoador (deixando pouco espaço para os banhistas lagartearem), ela estacionou na murada. Os elementos chamaram a atenção da escrevinhadora e testaram minha paciência interplanetária durante o tempo de espera para a tentativa da foto perfeita.

Bandeira esticada, sombra alinhada e definida, a marola lambendo a areia perto do pé do mastro do alerta vermelho dos salva-vidas. O resto é lucro...

Dali, só nos moveríamos ao derradeiro sinal que era hora de partir. Que, por incrível que pareça, já previa ser dado somente ao final do show anunciado entre músicas e tremedeiras das carrapetas.

Afinal, está pensando o que? Aqui é o Rio de Janeiro, uma cidade que te permite mudar de ideia com uma rapidez inacreditável...

“Já curtiu a nossa página no feicebuque, seguiu no insta? Vai lá enquanto aguarda o show”, intima o animador do evento de um plano de saúde. “Daqui a pouco o cantor Jorge Israel e o cantor Marcelinho da Lua...”, anuncia animadão o antenado locutor.

“Marcelinho da Lua cantor?” pergunta a escrevinhadora se levantando, “vamos embora.” Nos dirigimos a Ipanema enquanto escutamos o locutor descolado corrigindo seu reclame.

“Já curtiu a nossa página no feicebuque, seguiu no insta? Marcelinho da Lua não é cantor, é DJ. É que escreveram errado aqui”, explica. Jogando a culpa, como sempre, na produção....
Hora de partir, alguma dúvida?


*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas”, do SEM FIM...delcueto.wordpress.com


Studio na Colab55

9 de jun de 2018

Бразилия em russo é #brasil - Coleção do Studio@delcueto #colab55


Бразилия em russo é #brasilColeção do Studio@delcueto #colab55


Demorou, mas depois de dar um gás no hub internacional do Studio@delcueto no #redbubble com a coleção Winds Of BraZil, chegou a vez de colorir de verde e amarelo a plataforma da #colab55.
 Em russo é #brasil é mais uma  coleção da temporada  outono/inverno de 2018 no hub brasileiro  do  Studio@delcueto, finalmente, no embalo da Copa do Mundo.

A gente reluta mas, de um jeito ou de outro, acaba encontrando um mote para entrar no clima do campeonato mundial.


Origem:

A curiosidade pode não matar o gato, mas leva a gente a pensar como será a vida no maior país do mundo. Então aparece uma rede social, a vk.com/delcueto que permite navegar pelos perfis de lá.
Busca daqui, procura dali e aquele alfabeto cheio de caracteres tão diferentes para complicar as pesquisas e a compreensão.

Usando um tradutor descobri como se escrevia o nome do país do futebol.

Бразилия em russo é Brasil!

Começava a se materializar a coleção comemorativa do Studio@delcueto.

Se os caracteres russos foram o ponto de partida, ainda faltava um plus, para fechar a ideia.

Concepção



Em março havia flagrado uma luz muito especial em Ipanema. Por uma dessas coincidências da vida a maré deixou a praia perfeita para a prática do altinho, o futebol jogado na beira da areia.
Era um por do sol prateado e os corpos dos jogadores se delineavam no contra luz.

Fiz uma série de fotos e fazia tempo, estava trabalhando com uma delas tentando criar uma nova coleção.
 
Deu liga. Foi um dos contornos dos corpos que quebrou a severidade dos caracteres e sinuosamente,indicou o que temos de sobra no nosso futebol. A malemolência tão comum em qualquer pelada de beira de praia.

O resto foi fácil, afinal, as cores da nossa bandeira inspiram e alegram qualquer design bem brasileiro.

 


 

 

 

 

 

 

 


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 No Getty Images

Imagens produzidas estão na coleção Sem Fim… de Valéria del Cueto no Getty ImagesExclusivas do banco de imagens, elas também estão a venda!

Conheça também o hub na #colab55 do  Studio@delcueto

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6 de jun de 2018

A arte de “realizar”, crônica de Valéria del Cueto

A arte de “realizar”

Texto e foto de Valéria del Cueto
Se alguém me dissesse que estaria olimpicamente escrevinhando no caderninho numa segunda-feira chuvosa, em plena agência bancária esperando as quinze pessoas que estão na frente para ser atendida em um dos caixas? Diria que, sem dúvida, isso é um delírio. Igual aos da cronista encarcerada, amiga do fiel e absolutamente (como se nós também não estivéssemos) estarrecido, Plact, Pluct, o extraterreste.

Perto daqui, dizem que o mar é um espetáculo com ondas que chegarão aos 2,5 metros para inalcançável deleite dos meus olhos e das lentes das minhas câmeras. No momento me dedico a procurar entender os caminhos que me levaram ao único lugar engarrafado da agência.

Nem o magico aplicativo do banco  pode resolver minha demanda(me recuso a instala-lo, a não ser que a instituição me forneça um aparelho para “trabalhar” para ela. O meu celular não tem espaço, nem me transformarei voluntariamente em operária padrão não remunerada de empresas e corporações).  A ordem de pagamento também não pode ser sacada e depositada nos caixas eletrônicos. A impossibilidade é a mesma com a atuação do gerente personalizado. 

A posição na “tabela” tinha que ser galgada paulatinamente. Então não tem solução, além de multiplicar por quinze a (im)paciência e usar a imensa imaginação que Deus me deu para transformar as paredes forradas de madeira fake (cor de burro tomando fôlego para quase fugir) e o mobiliário de linhas sóbrias e modernas, no espaço aberto recheado de sensações e informações imagéticas da Ponta do Arpoador.

A concentração necessária para o pulo do gato imaginário é quebrada para registrar que destoam do ambiente do banco VIP os banners pendurados em pedestais de alumínio com propagandas de produtos oferecidos à clientela que aguarda atendimento.

Não é fácil! Para começar, falta o estímulo auditivo. O que se ouve por aqui é uma sequência de nomes sendo chamados e encaminhados de acordo com as respectivas necessidades. “Dona Fulana sala 4”. Fico com a sensação de que aquela cantada de pedra não combina com o ambiente e e volto pro caderninho. Minutos depois... “Senhor Beltrano, sala 2”! Vejo o correntista se encaminhar para o lado de dentro do estabelecimento e tento recomeçar. “Sicrano, vá ao caixa”. Aí já estava realmente desligada da viagem que pretendia fazer lá para fora e prestando atenção no entorno.

Me perguntava onde já se viu anunciar em voz alta na recepção de uma agência quem ia ao caixa. Estranho, não? Até o caro Watson acharia elementar a dedução de que parte de quem é chamado para o caixa pode sair com dinheiro do banco. No Rio de Janeiro, cidade perigosa. Alardeia, moçada, alardeia...

Funcionárias na recepção recolhem os dados, analisam a demanda e cantam o chamado tão aguardado, um segurança (claro), e mais o atendimento para encaminhar o paciente, quer dizer, o cliente, compõe o “time”.  Com o banco já fechado, passava das 16h, a pedras começaram a serem cantadas mais rápido. O expediente, a segunda-feira, a chuva que armava.

Também há uma campainha para quebrar a concentração e anular completamente qualquer possibilidade de um exercício de troca de cenário imaginário, assim como uma miragem. É ele, o sinal sonoro, acionado cada vez que um cliente entra ou sai. E são tantas.

Além da praia estava ficando para trás o primeiro dia de ginástica da semana. Exercício, só da paciência. E como cansa. Saio na chuva, disposta a não desistir. Entro na academia na ânsia de tomar as rédeas da minha vida!

Nem que fosse correndo na esteira ouvindo pelos fones do celular o barulho do mar na seleção praiana que em construção no meu canal do youtube. Pelo menos, o som e a imagem da praia do Arpoador estão garantidos, ainda que em vídeo dando o ritmo do treino.

Em tempo: no banco é proibido o uso de celular. O que foi bom. Senão não tinha crônica para você, nem ginástica para desopilar a quase Poliana escrevinhadora.


*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas”, do SEM FIM... delcueto.wordpress.com


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3 de jun de 2018

Não é não... vagabinha domingueira para os tribuneiros


Não é não...

Pensa que é fácil?
Esperar o mar, aguardar a luz,
captar a essência
do momento, passageiro?
Tenta!

Vagabinha tuiteira e foto de Valéria del Cueto a espera de uma foto @no_rumo do SEM FIM

O garimpo é longo e, na bateia, não apenas fotos (as melhores estão no Getty Images) mas, também, os vídeos do playlist MAR.

Siga o canal  del Cueto no youtube



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Temperatura mínima em Uruguaiana e o que podemos fazer para ajudar!

Segundo o Departamento de Meteorologia do Aeroporto Rubem Berta a temperatura mínima deste domingo em Uruguaiana foi 3.7ºC -  ao amanhecer- com sensação térmica de 2ºC. A Campanha do Agasalho - concluída no final de maio arrecadou 45 mil peças de calçados, vestuário e cobertores, porém a secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação mantém o trabalho de coleta e entrega de abrigos à comunidade em desvantagem social. Contribua - de frieza chega a do clima. 

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