Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Mensagens, por Gabriel Novis Neves

14 de dez de 2014

Mensagens, por Gabriel Novis Neves

Lá se vão os tempos em que apenas economistas e pessoas ligadas ao sistema financeiro tomavam conhecimento das agruras ou das perspectivas de desenvolvimento do seu país. 
Depois da chegada da imprensa e, atualmente, da Internet, fomos todos transformados em pequenos professores de economia. 
Diariamente recebemos pela mídia notícias nada animadoras sobre o próximo ano. O que mais nos recomendam nessas mensagens de terror é o arrocho nas nossas gastanças. 
Economizar ao máximo é a previsão mais otimista que os especialistas em economia nos recomendam. 
Como precaução seria bom que esse aperto fosse iniciado por ocasião das próximas festas natalinas. 
Claro que essas sugestões só atingem a classe média, a mais alongada e sacrificada da sociedade. 
Aqueles que estão na base da pirâmide social e econômica vivem na linha de pobreza ou extrema miséria. 
Os privilegiados, do topo cada vez em menor número, não estão nem aí para esses probleminhas de caixa do nosso Tesouro Nacional. 
O terrorismo lançado sobre o próximo ano está a produzir reflexões angustiantes na classe média, e muitos até pensam em abandonar o país à procura de paz e novas oportunidades. 
A falta de perspectivas está neurotizando a nossa gente, submetida a todo tipo de violência e humilhação. 
Nesse quesito também ocupamos lugar de destaque no ranking dos países mais violentos do planeta. 
Sem políticas sociais realmente efetivas e com a corrupção endêmica perdemos nossas imunidades civilizatórias. 
Torço para que as previsões dos especialistas em economia se transformem em um tremendo blefe. 
Não merecemos tanta crueldade ferindo nossos direitos fundamentais – educação, saúde, trabalho, segurança e emprego. 
O Brasil precisa acordar desse imenso pesadelo. 
“Algum dia, em qualquer parte, em qualquer lugar, indefectivelmente encontrar-te-ás a ti mesmo e essa, só essa, pode ser a mais feliz ou a mais amarga das tuas horas” - Pablo Neruda. 

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