Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Andar pra trás, por Gabriel Novis Neves

16 de out de 2015

Andar pra trás, por Gabriel Novis Neves

Andar pra trás
Parece que o governo brasileiro desandou com as suas últimas medidas e intenções para nos aliviar do sufoco financeiro em que vivemos.
Senão vejamos: enviou ao Congresso Nacional um orçamento prevendo um déficit de trinta bilhões de reais, fato inédito na história deste país. Deixou que o Congresso descobrisse as fontes de recursos para sanar essa falta.
Parece que o Ministro da Fazenda está com o seu prazo de validade vencido e já se questiona quando deixará o governo.
Os medicamentos para curar a crise que nos acomete não são aceitos, produzindo um efeito cascata corrosivo nas finanças dos Estados e municípios, atingindo em cheio toda a população.
Perdemos o nosso selo de bons pagadores, o que propicia a fuga de capital estrangeiro e dificuldades enormes de captação de novos. Não somos um país sério.
Já houve grupos políticos que sugeriram como solução o pagamento de uma taxa para o atendimento no SUS.
O núcleo duro do poder - Presidente da República, Ministros do Planejamento, Casa Civil e Fazenda - quer a volta da cobrança do imposto sobre os cheques (CPMF), injusto por atingir linearmente todas as classes sociais.
Para o Congresso Nacional apoiar novos impostos, manter os vetos da Presidente e evitar o seu impeachment, terceirizou o seu governo para o PMDB.
Para limpar a área demitiu por telefone o seu Ministro da Saúde, pessoalmente o da Educação e prepara um remanejamento fisiológico, com extinção de algumas pastas e secretarias com status de ministério para enganar a população da seriedade e comprometimento do governo, enfim, tentando resolver a maior das crises, a da credibilidade.
Desandou por completo a administração pública, uma vez que essas medidas servirão apenas para saciar a fome de poder de grupos políticos.
Até quando este país irá suportar tantos desmandos e demagogia? A situação agrava-se cada vez mais e os sinais de recessão econômica são visíveis a olho nu.
Há um sentimento de frustração generalizado entre nós. O desânimo e falta de expectativa para sair dessa crise não aparecem, por esgotamento dos nossos dirigentes.
O Brasil é grande demais para sucumbir, entretanto, sem liderança, fica difícil uma saída institucional que possa manter o regime democrático por nós conseguido a duras penas. 
Talvez estejamos procurando aquela mola no fundo do poço para revertemos esse quadro sombrio que adoeceu a nossa pátria.
Vamos reaprender a caminhar para frente!

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