Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Sono, por Gabriel Novis Neves

29 de nov de 2014

Sono, por Gabriel Novis Neves


Sabemos que quando dormimos, sonhamos. Entretanto, na maioria das vezes despertamos com a sensação de não termos sonhado. 
Outras vezes esses sonhos afloram ao nosso consciente com tamanha intensidade, que nos fazem acordar. Sempre estão relacionados a situações confusas que nos fazem sofrer. 
O pior é que, mesmo o sonho sendo interrompido pelo nosso despertar, ele retorna assim que adormecemos novamente. 
Chamamos esse fenômeno de pesadelo. 
O nosso inconsciente ainda é um mundo inexplorado, resistente às investidas cada vez maiores da ciência. 
Hoje temos robôs vasculhando com seus quatro braços em três dimensões os mistérios anatômicos do cérebro humano. 
A genética abriu novas frentes de conhecimentos desse órgão emblemático que comanda todos os nossos sentidos, ajudada pela neurociência. 
Apesar desses avanços, não existe ainda aferidores para as nossas emoções, muito menos mecanismos para produzi-los ou protegê-los. 
E os pesadelos continuam existindo, tornando o sono fisiológico relaxante e confortador em verdadeiros solavancos de terror. 
Existem livros sobre a interpretação dos sonhos que, quando lembrados, são os temidos pesadelos. 
Acho essas interpretações semelhantes ao horóscopo que, como o sonho fisiológico, nunca é lembrado após a sua leitura. 
Permanece impenetrável a compreensão dos fenômenos naturais produzidos pelo nosso organismo. 
Conheço pessoas que têm medo de dormir para não sonhar. 
A verdade é que existem mais mistérios que certezas no nosso viver...

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