Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Já foi, por Gabriel Novis Neves

21 de mar de 2015

Já foi, por Gabriel Novis Neves

Já foi 
Janeiro terminou envolto em crises políticas, energéticas e climáticas. Com o aumento das tarifas públicas e a mudez da presidente - evidenciando péssimo prognóstico para a nossa economia e desenvolvimento. 
Continuou mês afora a conversa fiada dos depoimentos dos escândalos com o dinheiro público, com metástases nos Estados. 
Fevereiro em termos de produtividade foi um mês praticamente perdido, como neste ano de recessão onde os folguedos de Momo foram realizados no meio de um mês de vinte e oito dias. 
Março com as suas chuvas é o mês da Quaresma para os católicos. 
Abril inicia comemorando o dia da mentira, dia dos bobos ou dia das petas. Temos também a Semana Santa, seguida do aniversário de Cuiabá, Tiradentes e pagamento do Leão no dia trinta. 
Dia do Trabalhador inaugura o mês de maio, em uma sexta-feira, convite para uma esticada. No segundo domingo o comércio precisa faturar, e nada melhor do que o Dia das Mães. 
Maio é encantador, é o mês de Maria e dos casamentos. 
Junho é a tentação do ano dos feriadões! Uma quinta-feira da primeira semana da festa católica do Corpus Christi. 
Dia treze iniciam-se as festas juninas. Ocupam todos os dias do mês, com Santo Antônio, São João, São Pedro e Paulo.
São Benedito, o santo mais popular de Cuiabá, é comemorado no primeiro domingo de julho. É também o mês dos meus oitenta anos, que cai um dia depois do santo querido. 
Agosto é outro mês para o comércio faturar, pois, no segundo domingo, quando todos já receberam seus salários, a festa é do Dia dos Pais. 
Chega setembro com a festa cívico-militar do dia sete, uma segunda-feira. Independência do Brasil! É também tempo de aniversários na minha família. 
Outubro nos premia com outra segunda-feira feriado – dia doze é dedicada à Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. 
Emboladas aparecem datas rentáveis ao comércio – Dia das Crianças, do Professor, do Médico, os mais apelativos. 
Novembro inicia-se com Finados, Proclamação da República, Dia da Consciência Negra. 
Dezembro é dedicado ao Papai Noel e à programação de longas férias, pois, afinal, ninguém é de ferro. 
E chega-se ao Ano Novo! 
E, com certeza, o ano terminará como sempre - com queima de fogos e esperanças. 


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