Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Cartão de Natal, por Gabriel Novis Neves

17 de jan de 2016

Cartão de Natal, por Gabriel Novis Neves

Cartão de Natal 
Há poucos anos o Cartão de Natal impresso era um dos símbolos mais fortes do Natal e Ano Novo.
Com a evolução acelerada da tecnologia, principalmente da informática, o velho e querido cartão de papel está com seus dias contados.
Hoje as redes sociais estão tomando tranquilamente seu lugar. Dentre elas: Facebook, Instagram, WhatsApp, Linkedin, YouTube e Twitter.
Os brasileiros, assim como o resto da população mundial, participam ativamente dessa imensa comunidade social virtual.
Elas são as responsáveis pela mudança de comportamento das pessoas, e nem poderia deixar de ser. É o progresso.
No nosso dia a dia as redes sociais estão presentes com toda força, isto é fato. E com isso surgiu a nova maneira de se cumprimentar os amigos e parentes pelo Natal e Ano Novo. Vai-se embora o velho e entra o novo.
Mas, como era gostoso receber de amigos distantes cartões de natal com a sua mensagem escrita de próprio punho! Até mesmo de vizinhos recebíamos o pequeno e singelo brinde!
Com a globalização estamos todos conectados, e de todas as partes do planeta Terra, e em linguagem própria, recebemos os afagos. 
Recebi poucos cartões tradicionais este ano, sendo que o primeiro sempre vem dos meus queridos compadres Noemi e Sávinho. Ela é uma competente professora universitária em Brasília. Ele é escritor e cronista.
Ideologicamente se recusaram a ficar escravo da máquina, e são superantenados sem o uso dessa ferramenta.
Em compensação, o meu celular não para de fazer aquele barulhinho indicando novas mensagens de final do ano.
Tenho receio de que em breve teremos pouca coisa impressa para ler. Até livros famosos da literatura nacional e internacional estão à disposição na Internet. Filme também se assiste em casa, assim como ouvir música.
Muitos acham a Internet invasiva, lesionando a intimidade das pessoas e sua tranquilidade.
Porém, o mundo moderno caminha a passos apressados. As novas conquistas, muitas vezes, são inimagináveis para os idosos.
Para quem trouxe para Cuiabá o primeiro computador e o implantou na nossa UFMT, tudo que acontece é um sonho.
Era uma máquina IBM 11.30 da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, doação do equipamento ainda em pleno uso acadêmico.
Tivemos de construir um prédio especial para alojar aquela relíquia de equipamento.
Jamais pensei que passados mais de trinta anos um pequeno computador, com muito mais resolução e eficiência, pudesse ser transportado no bolso de uma camisa.
Vitória da tecnologia e recordações de uma linda história da UFMT!

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