Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: IGNORÂNCIA SINCERA E DEMOCRACIA - por Jeremyas Machado Silva/Uruguaiana

3 de mar de 2017

IGNORÂNCIA SINCERA E DEMOCRACIA - por Jeremyas Machado Silva/Uruguaiana


IGNORÂNCIA SINCERA E DEMOCRACIA

Jeremyas Machado Silva
Historiador, doutorando em História. E-mail: jeremyass@gmail.com


A democracia delega a “organização” sociopolítica e administrativa ao Estado. No campo social, discute-se a “disposição” sociopolítica e administrativa. Isto é política. Ser político é dialogar. A importância do diálogo está para a política como a democracia está para a sociedade. O processo mediador destas relações deve impetrar a Ética. Do contrário, governará a ideologia autoritária da velha moral antiquada e desprovida de benevolência. Aqueles que se adornam da velha moral retrógrada e arrogante apenas reproduzem discursos fechados que ferem com golpes de adaga qualquer pensamento reflexivo ou cortam com o fio de uma gladia, qualquer prática filosófica que acometa o seu império. O seu Fascismo pós-moderno. A sua barbárie.
A Moral é formada pelo conjunto de valores e tradições existentes em uma sociedade. A Ética realiza a revisão criteriosa da Moral. Por isso, a Moral pode ser antiquada e discursiva. A Ética, aberta e dialógica. Cabe aqui, um comentário sobre a prática dialógica. Está não precisa mudar a opinião daqueles que dialogam. Prática dialógica não é prática dialética. Ou seja, durante um diálogo, os indivíduos colocam em prática os seus pensamentos críticos-reflexivos e após o diálogo podem não ter uma nova opinião, uma nova síntese, apenas refletiram. Portanto, dialogar com os “diferentes” se faz necessário em nossa sociedade extremista.

  Retomando a opinião acerca da ideia de Estado e democracia. É preciso reinventar-se a compreensão destes conceitos no Brasil. Quem sabe, aquiescer-se da ideia “iluminista” em que o Estado é do povo. Tudo precisa ser harmonizado para dar certo. Além disso, no caso da educação, oportunizado. O viés mais criterioso para perceberem-se quaisquer mudanças é a educação. A educação liberta, mas o processo é doloroso. Libertar-se por meio do saber significa estudar muito. Ler, entender e tornar-se crítico. Foi dito por Martin Luther King: “Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera”. Assim, se a ignorância continuar sincera, adeus democracia. 



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