Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Explosivo, por Gabriel Novis Neves

14 de out de 2014

Explosivo, por Gabriel Novis Neves

Explosivo
Os depoimentos na Polícia Federal do até então prestigiado diretor da Petrobras, e do seu companheiro de trapaças na Estatal mais importante do Brasil, se tivesse acontecido em um país civilizado, no mínimo haveria intervenções na cúpula do poder.
As explosivas declarações envolvendo os principais partidos políticos que dão sustentação ao governo, seus líderes e congressistas influentes, não causaram o menor impacto na sede do poder e, perante a opinião pública.
As falcatruas dos agentes públicos tornaram-se tão rotineiras, que a população parece imunizada para pelo menos se indignar, diante fatos tão graves contra o nosso patrimônio.
O que mais ouvimos nas ruas sobre esse crime, é que como outros escândalos, esse é mais um que não vai dar em nada.
Sendo assim, o melhor é curtir programas culturais e trabalhar para pagar impostos que serão depois surrupiados pelos responsáveis pela sua aplicação em benefício da nossa população tão carente.
Este mês a programação é extensa. Temos as festas de comemoração do centenário de nascimento do nosso Antônio Carlos Jobim, o imortal Tom da “Garota de Ipanema”.
Lançamento do livro de poesia “haicai”, da cantora e compositora Adriana Calcanhoto.
“Solidão” livro de um jornalista paulista sobre a vida nas ruas e praças públicas, cujos personagens ganham uma dimensão poética pelas fotografias em branco e preto que ilustram o difícil trabalho de pesquisa sobre a alma humana.
Solidão e silêncio compõem um quadro dramático desses seres que mesmo assim são solidários.
Os “Deuses do Olímpo” é um livro feito para agradar crianças, jovens, adultos e idosos. Elaborado com linguajar de contos de história, faz a autora acertar em cheio na unanimidade de todos que é ouvir e ler histórias.
Os livros sobre os avanços tecnológicos na medicina são tantos, que nos fazem lembrar a profecia de Einstein: “haverá um dia em que a tecnologia vencerá o humanismo”. Esse dia já chegou.
E a roubalheira continua normalmente nesta “ilha de ilusões”.
Até quando?

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