Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Adequação, por Gabriel Novis Neves

16 de jun de 2015

Adequação, por Gabriel Novis Neves

Adequação 
Não vejo muita gente preocupada com isso e muito menos mencionando esse termo. 
Entretanto, constato que grande parte dos problemas interpessoais está calcada justo na falta de adequação, ou seja, na inadequação. 
Pessoas que, incapazes de perceber a linha tênue entre cerimônia e intimidade, invadem com frequência a privacidade alheia. 
Estão sempre se colocando numa situação acima daquela em que momento demanda, impondo-se em horas erradas. 
São imediatamente rotuladas de mal-educadas, inconvenientes e invasivas. No entanto, no fundo, são apenas inadequadas. 
A classe artística e alguns famosos sabem bem do que estou falando, pois, não raro, têm as suas privacidades invadidas nos momentos mais inoportunos. 
Outros comportamentos equivocados aparecem também quanto ao traje usado para ocasiões diversas.  
É o caso, por exemplo, de alguém que vai para uma entrevista de trabalho com roupas chamativas, decotes profundos, enfim, tirando o foco para as especificações demandadas para o trabalho. 
Muito comum também é usar amigos comuns para pedidos despropositados. 
Igualmente inadequados são aqueles que tentam exercer poderes de sedução em momentos em que a presa a ser seduzida está totalmente envolvida em questões adversas de vida. Isso é frequente, não só na vida amorosa, mas também na vida política. 
Subserviência é outra coisa que incomoda, e coloca o subserviente em situação humilhante. 
No meu entender, inadequação tem muito mais a ver com inteligência do que propriamente com bons modos e educação na convivência diária. 

Um mínimo de policiamento interno e, até mesmo, de intuição, evitaria as inúmeras esparrelas causadas  pela falta de adequação à realidade da vida.

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