Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Greve nas universidades, por Gabriel Novis Neves

25 de set de 2015

Greve nas universidades, por Gabriel Novis Neves


Greve nas universidades 
É difícil explicar a um estrangeiro que professores por aqui entram em greve por tempo indeterminado e que isso pouco incomoda ao país e à sociedade. 
O poder público parece apático para resolver esse problema, e os maiores prejudicados, que são os alunos, aproveitam para descansar, deixando para os pais mais esta despesa extra.  
Fato curioso é que os salários dos professores continuam sendo rigorosamente pagos, e as reivindicações dos mestres são por melhores condições de trabalho, ensino de qualidade e salários dignos. 
O ano acadêmico vira uma imensa maionese, onde no final os alunos, mesmo prejudicados, não são reprovados, com as festas de colação de grau coincidindo com os festejos do nosso calendário e os professores não sendo atendidos em suas reclamações. 
Esta greve das federais, que já dura três meses, tem como verdadeiro motivo a tesoura do ajuste fiscal, que atingiu em cheio as casas de ensino superior, comprometendo o desenvolvimento do país. 
Essas greves expõem também um processo antigo de politização nos campi, entre organizações radicais de estudantes e sindicatos de professores, quase sempre em oposição às reitorias. 
A perda do padrão de qualidade do ensino é o filho desse confronto. 
Nossas universidades federais, e algumas estaduais, como a USP, se transformaram em espaço de luta política, em que o ensino deixou de ser prioridade. 
Estamos presenciando, sob os olhos indiferentes do governo federal, o desmonte das nossas universidades públicas, algumas de excelência. 
Não há fonte de recursos externos consistentes, somente aqueles minguados e insuficientes vindos do Tesouro Nacional. 
O pior é que o governo não está nem aí para o que acontece. Aliás, povo quanto menos qualificado mais fácil de ser manipulado. 
A situação é grave e precisa ser enfrentada pelas pessoas sensatas que existem nessas instituições. 
Isto tem de ter um basta, para o bem desta nação!

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