Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Pensar o Brasil, por Gabriel Novis Neves

3 de set de 2015

Pensar o Brasil, por Gabriel Novis Neves


Pensar no Brasil
A guerra declarada entre o Presidente da Câmara dos Deputados e o Executivo não vai prestar aos interesses do Brasil, no dizer do velho Oráculo do Porto.
O governo já confessou que errou, e muito, nestes últimos anos, agora, em ato de desespero, pretende unir forças e lideranças capazes de ressuscitar este país.
Porém, não tem encontrado apoio entre os parlamentares e a população em geral, especialmente na Câmara, onde o seu presidente tudo faz para que não se façam acordos.
Tudo isso dentro da política do quanto pior melhor para desestabilizar a frágil presidente da República, amparada em menos de dois dígitos de aprovação das pesquisas de opinião pública.
Atordoado com a possibilidade de seu chamamento para o olho das investigações da Lava Jato, por recebimento de propinas, o presidente da Câmara prepara uma “agenda bomba”, que tornará este país ingovernável.
Diariamente a Presidente sofre derrotas na Câmara, aumentando o sangramento das anêmicas contas públicas, inviabilizando o programa de ajuste fiscal.
São decisões ainda não conclusivas - o que dificulta a recuperação da nossa economia.
Seus efeitos cascata estendem-se por todos os Estados brasileiros. Os governantes ficam de mãos amarradas, impossibilitados de realizarem algo mais concreto por falta de recursos. O que lhes resta é participarem de reuniões, seminários e congressos, discutindo o nada para o nada.
O Senado, embora com o seu presidente declarando-se independente, não jogará mais lenha na fogueira e será um fiel cumpridor das leis.
Dois partidos trabalhistas tradicionais, com pouco menos de cinquenta deputados federais, anunciam que não votarão mais com o governo.
O articulador político do governo e vice-presidente da República fez um patético apelo “à harmonia” diante da grave crise política e econômica. Foi logo apoiado pelos homens do dinheiro, enturmados nas poderosas Federações das Indústrias de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Há muito interesse comercial em jogo envolvendo capital nacional e estrangeiro, e ninguém quer perder dinheiro.
Da forma como caminhamos, a nota do risco Brasil logo nos carimbará, impedindo investimentos neste país.
Esse quadro de terror que nos é apresentado deveria aproximar os políticos, empresários e o povo em geral para dar condições de governabilidade ao Planalto.
Estamos na ponta da recessão em decorrência do desemprego e queda de renda. Vamos pensar no Brasil, gente!

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