Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Coletivo individual, por Gabriel Novis Neves

13 de out de 2015

Coletivo individual, por Gabriel Novis Neves

Coletivo individual
Parece paradoxal esse título, mas é exatamente o que nos passa esse mundo moderno em que, apesar de conectados, estamos a cada dia mais sozinhos.
A necessidade de serem aprovados nas suas ideias e comportamentos leva as pessoas a se exporem através das redes sociais, às vezes, de maneira excessiva.
Fomos tragados pela tecnologia!  O que é uma maravilha! Mas, em alguns casos, pode ser muito danosa!
Algumas pessoas, principalmente as mais jovens, querem estar conectadas durante todo o dia, e já não conseguem ter um pensamento próprio, até porque todas as crenças mudam em muito pouco tempo.
Tudo isso é assustador, uma vez que o número de dependentes digitais só faz crescer em todas as partes do mundo.
A falta total de privacidade, aliada à falta de liberdade de pensamento, já faz parte das pesquisas feitas pelas diversas mídias que catalogam pessoas pelas tribos às quais pertencem - alheias às suas preferências e comportamentos individuais.
Elas apenas seguem prazerosamente o coletivo.
Daí o melancólico termo “seguidores” a esses pobres coitados que, lamentavelmente, “seguem uma determinada pessoa ou um determinado grupo”.
Assusta-me que, inclusive, alguns idosos percam o seu precioso escasso tempo envolvidos em redes sociais e nas banalidades que muitas vezes as acompanham.
O aumento das mensagens recebidas, se levadas a sério, e, portanto, dentro do politicamente correto respondidas, já inviabilizam o tempo para o ócio criativo, esse sim, fundamental para um bom funcionamento cerebral.
Não sou contra a tecnologia, mas é preciso que as pessoas permaneçam lúcidas o suficiente para continuarem utilizando a informática a seu favor, e não, como um fator de embotamento aos seus sentidos, aos seus sentimentos e, principalmente, à sua inteligência.
Continuo duvidando muito da substituição do “olho no olho” ou de um abraço por qualquer outra forma de contato que não priorize preencher o grande vazio que costuma povoar o ser humano.
Todo o resto é pura fuga. 

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