Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Financiamento, por Gabriel Novis Neves

27 de nov de 2015

Financiamento, por Gabriel Novis Neves


Financiamento
A Presidente da República vetou o financiamento empresarial de campanhas eleitorais e partidos políticos. 
Essa decisão já tinha sido tomada pelo Senado Federal e Supremo Tribunal Federal (STF). 
Pesquisas realizadas sobre o assunto revelam que três em quatro brasileiros são contra essas doações (?). A maioria quase absoluta dos entrevistados diz que elas estimulam a corrupção. 
“Empresa não vota, investe”, diz o povo nas ruas. 
Financiam certos candidatos de dois em dois anos e depois de eleitos recuperam o investimento feito em suas candidaturas, cobrando faturas com juros e correções monetárias. 
Muitos acreditam que com o fim do financiamento empresarial fica extinta a corrupção neste país em liquidação. 
Não acredito nessa mudança de conduta com apenas esse método. 
Nosso sistema político está tão viciado e sofisticado tecnologicamente para roubar nosso dinheiro, via empresas e agentes públicos, que outros planos já foram testados e aprovados para manter o status quo do poder. 
Sem dinheiro não há eleições livres neste país. 
Sabemos que nas últimas eleições, para eleger um deputado federal, foram necessários pelo menos cinco milhões de reais, salvo raríssimas e honrosas exceções. 
Infelizmente, sem “molhar a mão do eleitor”, será muito difícil conseguir o seu voto. 
A imagem do político brasileiro é a pior possível em termos de ética com o nosso dinheiro. 
Um Congresso que aprova a construção de um Shopping Câmara de quatrocentos milhões de reais, e ainda diz que o dinheiro é da Instituição de Leis, não possui credibilidade para propor o fim da imoralidade nas eleições. 
No Brasil todo poder emana das empresas, e o poder exercido pelos privilegiados nesse sistema político não tem legitimidade. 
Investir maciçamente na educação de qualidade para todos é a saída democrática em médio prazo para o combate à corrupção e às eleições livres, com o poder emanando do povo. 
Mas isso é outra história.

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