Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Obras públicas, por Gabriel Novis Neves

26 de nov de 2015

Obras públicas, por Gabriel Novis Neves

Obras públicas 
Desde sempre houve superfaturamento de obras públicas, numa verdadeira promiscuidade entre empreiteiras e poder público. 
Assim nasceu a corrupção no Brasil para abastecer contas na Suíça e para a formação do caixa dois de partidos políticos. 
Tudo começou com o primeiro Governador Geral do Brasil, Thomé de Souza, e consolidado nas obras de construção de Brasília, segundo os historiadores. 
Nos dias atuais, há o exemplo do conluio das empresas construtoras com partidos políticos, sendo ainda investigadas pela Operação Lava Jato. 
Bilhões de reais foram desviados da Petrobras por meio de contratos fajutos para obras fictícias. 
Notícias fornecidas pelo balanço da própria estatal violentada, nos dão conta que R$6.2 bilhões foram perdidos com este simples assalto. 
Dizem os componentes da equipe do juiz Moro que isso é apenas o começo. 
E sabem o que o nosso Congresso Nacional preparou para blindar o roubo? Acreditem!  Executou uma manobra malandra com seus 300 picaretas (Lula da Silva) que poderá ampliar, em muito, as possibilidades dessa sacanagem de roubar o dinheiro dos impostos pagos pelos contribuintes. 
Os tais picaretas, assim chamados pelo ex-presidente, aprovaram uma Medida Provisória, posteriormente homologada pelos “Pais da Pátria” - os íntegros Senadores da República. Essa imoralidade visa estender o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) a projetos das Olimpíadas no Rio de Janeiro para driblar a Lei das Licitações e se ganhar tempo na contratação das obras, como foi feito para a Copa do ano passado, de saudosa memória, especialmente para nós cuiabanos. 
Agora, foi ampliada para todas as obras públicas em nome da fuga da burocracia! 
Traduzindo: o poder público faz a “contratação integrada” da empreiteira, deixando de ser necessário projeto detalhado do empreendimento. 
Essa responsabilidade fica para o contratado. Aí está o suborno ou jabaculê, porque, ao fazer o projeto das obras, o empreiteiro estará livre para definir custos. 
Temos exemplos desse modelo “ágil de gestão” na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco e no Polo Petroquímico do Rio de Janeiro. 
Sem projetos técnicos, os orçamentos iniciais desses dois empreendimentos tiveram o seu custo multiplicado por dez, como na Abreu Lima. 
Para o Polo Petroquímico (Comperj) compraram-se equipamentos pesados inúteis. Todo este superfaturamento alimentou os poderosos, transferindo dinheiro da estatal para o projeto de permanência no governo. 
Ainda há um jeito de salvar esse projeto da roubalheira. Basta a Presidente Dilma vetar mais esta imoralidade.
Se deixar passar este, estará liberada a roubalheira nesta nação. 
Pobre país dos negocistas!

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