Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Vai 2015! Por Gabriel Novis Neves

31 de dez de 2015

Vai 2015! Por Gabriel Novis Neves

Vai 2015!
Poucas vezes na nossa história um ano deixou tão poucas saudades quanto esse de 2015, que felizmente vai se despedindo, ainda que aos trancos e barrancos.
Aqui no Brasil fomos vítimas de todos os tipos de achincalhes, de humilhações, de desrespeito, de cenas inesquecíveis de escárnio e de canalhices de toda ordem da parte de pessoas por nós eleitas, supostamente para promover a ordem e o bem estar de todos.
Famílias inteiras desestruturadas pela alta inflação, pelo desemprego, pela angústia do não recebimento de seus salários, pela recessão galopante, pela falência gradativa dos governos estaduais e federal.
Enfim, clima de pânico total em função dos fatos políticos e econômicos cada vez mais alarmantes dos noticiários.
A classe política, de um modo geral, abusou de suas prerrogativas de poder e encastelou-se, alheia aos clamores de toda uma população cada vez mais deprimida e angustiada.
Corrupção escabrosa, conchavos criminosos, conivência explícita com organizações dirigidas para assaltar o erário público, enfim, tudo que conseguisse aniquilar com o tão propalado “brasileiro, profissão esperança”. 
Sabemos que o mundo todo passa por momentos difíceis, mas, nem de leve, a não ser nos países em guerra, vimos semelhantes desmandos vividos aqui na terrinha, outrora orgulhosa por ser uma das mais promissoras nações em desenvolvimento, tendo em vista o potencial de riquezas de que é possuidora.
Que 2016, ora raiando, afastem-se de nós a intolerância, a mesquinharia, a vaidade, a soberba.
Que a classe dirigente, seja ela de que partido for, se conscientize da necessidade de um entendimento maior, coletivo, que possa tirar todo esse povo, que vem sendo esgarçado ao limite máximo de suas perspectivas ordeiras  e bem humoradas, da situação afligente em que se encontra.
Esses são os meus votos para o novo ano que vai iniciar. 
Que a família brasileira possa readquirir a paz, aliás, modestamente, única das suas pretensões.

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