Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Professores da rede privada de ensino cansados e indignados - RS

28 de mar de 2017

Professores da rede privada de ensino cansados e indignados - RS

O Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro/RS) inicia nesta quinta-feira, 30, mobilização para denunciar a pais, alunos e sociedade as contradições do ensino privado gaúcho e do Sindicato Patronal (Sinepe/RS) na mesa de negociação salarial 2017. A ação se dará, principalmente, em frente às principais instituições de ensino privado em todo o estado. As negociações salariais 2017 iniciaram no dia 7 de março.


Confira algumas das denúncias:

● MENSALIDADES X REAJUSTE SALARIAL

Escolas aplicaram reajustes, em média, 120% acima da inflação e não querem dar o reajuste de 7% aos professores.

Apesar do reajuste das mensalidades escolares ter ficado acima da inflação de 4,69% (INPC), o Sinepe resiste na negociação do reajuste salarial de 7% reivindicado pelos professores. Em média, o reajuste da anuidade escolar ficou em 11% na educação básica e 10,5% na educação superior. O reajuste das mensalidades superou todas as projeções de inflação.



● LIMITE DE ALUNOS POR TURMA

Tudo tem limite. Por que o número de alunos não? Estão pensando na qualidade do ensino ou apenas nos lucros?

A Convenção Coletiva de Trabalho da educação básica, firmada em 2016, traz a cláusula que prevê a limitação de alunos por turma na educação básica do ensino privado. O regramento do número de alunos por turma teve como objetivo garantir a qualidade do ensino e melhores condições de trabalho para os professores. Os números ainda estão acima da expectativa dos professores. No entanto, neste ano, o Sinepe/RS quer mexer nessa cláusula, ampliando ainda mais o número de alunos por turma. O sindicato patronal chegou a condicionar a continuidade das negociações a essa alteração na cláusula.

Na educação superior não há limite de estudantes por turma. Há anos o Sinpro/RS vem reivindicando essa limitação.



● APROXIMAÇÃO SALARIAL NO ENSINO FUNDAMENTAL

Professores da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental são menos importantes? Se não, por que esses professores tem os menores salários?

Os professores da educação infantil e dos anos iniciais (1º ao 5º ano) do ensino fundamental recebem salários inferiores aos professores dos anos finais (6º ao 9º ano), mesmo tendo a mesma formação e atividades. A reivindicação do Sinpro/RS para 2017 é de aproximar em, pelo menos, 20% os valores hora/aula dos professores da educação infantil e anos iniciais com os valores hora/aula dos anos finais do fundamental.


Os professores também reivindicam:

Educação Básica – promoção de formação dos professores e garantia de monitoria para auxílio ao professor nas turmas com aluno(s) com deficiência; reajuste de 9% para os pisos; duas semanas de indisponibilidade no recesso de julho e três feriados-ponte; garantia do direito ao descanso e ampliação da participação dos empregadores no custeio do plano de saúde.



Educação Superior – reajuste do piso salarial para R$ 35,00 hora/aula; indisponibilidade dos professores no recesso de julho; período de férias anuais em janeiro e meados de fevereiro; garantia de autonomia dos professores; regulamentação e remuneração de todas as atividades docentes; aumento na participação do empregador no custeio de plano de saúde; garantia do desconto nos cursos de mestrado e doutorado.



ENSINO PRIVADO | No RS, o ensino privado conta com mais de 35 mil professores que atuam na educação básica e na educação superior das instituições privadas de ensino.

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