Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Hoje lançamento do 1º. livro de Valéria Surreaux - Uruguaiana.

31 de mai de 2012

Hoje lançamento do 1º. livro de Valéria Surreaux - Uruguaiana.


Nesta sexta-feira, dia 1º. de junho de 2012, às 19h, no Tamandaré Iate Clube, a escritora uruguaianense Valéria Surreaux estará autografando seu 1º. livro: “Contos e causos em uruguaianês”, editado pela Proa, de Benhur Bortolotto.
Nas abas, o poeta Colmar Duarte conta: “Li os primeiros textos de autoria da Valéria Surreaux numa publicação periódica denominada Expressão da Terra, que circulava sob a responsabilidade de gente jovem, dedicada a divulgar as manifestações literárias dos novos talentos de nossa cidade. Os exemplares me chegavam às mãos pelos cuidados da minha sempre chorada sobrinha, Aline, poeta e narradora de rara argúcia, uma das mais legítimas representantes dessa “Expressão da Terra”. Confesso minha saudade. Mas, que se há de fazer. Há pessoas que enfeitam nossa vida, com a mágica beleza dos fogos de artifício; espocam no ar irradiando uma chuva de luzes coloridas, e desaparecem.
Depois disso, o céu fica mais triste, mesmo povoado de estrelas. E nunca mais é o mesmo. Mas o tempo seguiu seu rumo e, já muito tempo depois, deparei com outros textos assinados pela Valéria, publicados pelo jornal Tribuna. E desde que coloquei os olhos em suas narrativas, sou um admirador de sua criatividade e, principalmente de seu estilo muito próprio de descrever cenários e situações onde transitam os personagens saídos de sua fértil imaginação.
A autora narra com a naturalidade de quem conhece esses choques de valores e costumes, que afloram e tornam-se mais evidentes quando o homem do campo se aventura a viver entre os “povoeiros”. É surpreendente sua tranquila inclusão de Camélio, travesti oriundo das coxilhas da estância, entre os protagonistas dos causos. Provando que os propagados métodos de acabar com as “mariconerias” dos guris, usando o “rabo de tatu”, nem sempre dão resultado. Deduzimos daí que, rabo por rabo, o de tatu faz menos sucesso. Também o Boni Curto, o anão namorador, é um achado no universo campeiro. Seu sucesso amoroso com a filha do bolicheiro, para despeito dos demais, me fez lembrar uma lapidar reflexão do Adão Roda-baixa: “ O que é meu é meu, o que é teu é teu, e o que anda na rua é pra negócio!”
As peripécias relatadas pela Valéria, por todos esses componentes, nada ficam a dever aos causos coletados por Apparício Silva Rillo, e publicados em várias edições dos Rapa de Tacho. Encontro, no entanto, uma diferença importante nessa comparação, pois Valéria Surreaux não se contenta em fazer rir com as “tiradas” ingênuas dos personagens e seus causos caiporas; ela nos surpreende com algumas preciosidades que brilham como florões de prata e ouro num preparo de couro cru. Entre elas destaco “Ocaso” e “A amante”, para citar os que me tocaram mais profundamente, entre tantos e tão interessantes textos enfeixados neste Contos e causos, com que a escritora nos oferece a primeira mostra de sua arte.
Posso adiantar que seus leitores terão o que comemorar com seu primeiro livro e muito que esperar de seu talento, revelado, principalmente quando leva a sério essa arte que Deus lhe deu, de decifrar as entrelinhas dos sentimentos humanos; quando de observadora do que acontece ao redor, passa a auscultar seu coração e buscar respostas em seus próprios labirintos”.

12 comentários:

VOUPROCURARAJUSTIÇA. disse...

Uma vergonha TODOS OS DIAS FALTANDO ÁGUA.

Marcelo Tajes disse...

Parabéns Valéria!
ESTAREMOS PRESTIGIANDO TEU EVENTO

att.: Marcelo Tajes

Anônimo disse...

ELA É LINDA E ESCREVE TRI BEM. VOU LÁ PEGAR MEU AUTÓGRAFO, SOU FÃ DELA.

Anônimo disse...

valria vo anisio la do ceu te parabeniza ,eu tambem

Anônimo disse...

gostoooooooooooooooooooooooooooosaaaaaaaa

Fan de carteirinha disse...

Valéria Surreaux: inteligente e exótica. Azambuja e Surreaux.

Anônimo disse...

Ô minha cidade uruguaiana.

Onde até podem estragar a vocação de uma pessoa, o possível talento, pois o excesso de bajulação certamente ofusca as virtudes de uma pessoa que é bajulada pelo nome/sobrenome. Uruguaiana é assim.

Desejo que essa moça tenha o reconhecimento que merece, que além de bonita se sinta contemplada com a missão de escritora, mas não carece de forçarem a barra.

Respeitem o trabalho dessa jovem mas não forcem a barra pois o povo também deve ser respeitado.

Valeria del Cueto disse...

Parabéns Valéria, na tua estreia.
Aguardamos fotos e notícias do evento que, certamente, foi um grande sucesso.
Só as lindas palavras de Colmar já comprovam seu talento, que o Tribuna de Uruguaiana se orgulha em divulgar.
Bj

Anônimo disse...

Muito infeliz teu comentário, deves ser um (a) recalcado (a).

Anônimo disse...

Fui lá com a galera da poesia no Bar e tinha mais de 400 pessoas, nunca vi tanta gente em um lançamento de livro.

Dante disse...

Respeitar o trabalho, oh anta ignara (esse qualificativo serve para ambos os gêneros) é justamente reconhecer seu valor e suas qualidades, que tua prosa não tem e pelo visto jamais terá.

Anônimo disse...

Excesso de bajulação?Acho que é apenas reconhecimento ao seu talento,que ainda vai atingir võos muito maiores pelo que pude perceber,parabéns a ela e quanto ao comentário despeitado,nem deveria ser aceito...mas a tribuna é livre,aparentemente.