Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Atração, por Gabriel Novis Neves

21 de fev de 2015

Atração, por Gabriel Novis Neves


Atração 
Acredito na “lei da atração”, aquela que incorpora em determinadas pessoas sofrimentos evitáveis. 
Na prática da medicina verificamos que essa patologia é de difícil tratamento, por apresentar sintomas menos explícitos. 
Os orientais sabem muito bem distinguir seus avanços tecnológicos, científicos, educacionais, na saúde e até na conquista de prêmios Nobel, dos desconfortos emocionais. 
Nos países de baixa escolaridade, quando o médico, após ouvir atentamente as queixas do seu paciente e examiná-lo clinicamente, disser que ele está “incorporando sentimentos desnecessários” na sua vida, aumentando uma dor banal, por exemplo, está arriscado a cair em descrédito profissional. 
Exercer eticamente a medicina nessas situações complicou mais ainda com a massificação da Internet e do seu doutor Google. 
Os pacientes chegam à consulta exigindo do médico apenas a validação do diagnóstico que acham que fizeram através da internet. 
Mal sabem que a medicina não é uma ciência exata e que cada caso médico é um caso diferente. 
Confiança no médico e tempo disponível para um bom atendimento são ingredientes importantes para a prevenção da “lei da atração”. 
Helen Keller definiu muito bem sobre o que tentei passar neste artigo. 
“Atraímos sobre nós sofrimentos desnecessários quando exageramos a extensão da nossa dor”. 
Quantas vezes não utilizamos, inconscientemente, este recurso para fazer uma chantagem emocional ou mesmo para agredir as pessoas que nos são queridas? 
Não usemos o desnecessário para o sofrimento inútil! - mesmo se for para tirar certas vantagens. 
A vida é tão boa quanto mais vivida na verdade e na simplicidade. 
Mas, “às vezes é preciso recolher-se”, Lia Luft. 

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