Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Rolou, por Gabriel Novis Neves

16 de fev de 2015

Rolou, por Gabriel Novis Neves

Rolou
Muitas vezes saímos de casa para determinada tarefa e somos enriquecidos gratuitamente com valiosos depoimentos espontâneos sobre figuras em grande evidência na sociedade. 
Não sei se existe explicação científica para este fato, que não é fofoca, mas, um desabafo de fonte de grande credibilidade. 
O mais interessante é que isso acontece com pessoas cujo relacionamento social é o mais distante possível. 
Recentemente, fui lisonjeado ao ser escolhido para uma catarse surpresa sobre um assunto que apaixona o país: honestidade. 
Ouvi atentamente a longa ladainha reservada e jamais imaginei que a situação fosse tão desmoralizante assim. 
Deixei o local do encontro com a certeza que por mais otimista que eu seja não é possível ter esperança em mudanças comportamentais para novos caminhos. 
Está tudo dominado pela cegueira de interesses pessoais dos responsáveis pelo destino da nossa nação. 
Falta o mínimo de pudor para aqueles que flanam pelos salões agradáveis do poder. 
Sinal dos tempos? Nem tanto. 
Conheço relíquias de honradez em nosso meio. 
A situação de privilégios e farsas é tão assustadora que demoramos a metabolizar confidências que rolam em certas camadas bem informadas da nossa sociedade. 
A minoria, com apoio de segmentos estratégicos, detém o poder para usufruir de suas benesses até saciar a fome imensurável com mimos oficiais. 
Este artigo parece escrito em linguagem cifrada, no entanto, nasceu inspirado no adágio popular “para bom entendedor meia palavra basta”. 
A audiência não programada terminou levando de roldão o sonho das transformações sociais.

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