Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Momento decisório, por Gabriel Novis Neves

6 de abr de 2015

Momento decisório, por Gabriel Novis Neves



Momento decisório
Quando um presidente da Câmara de Deputados de um país vai a uma grande cadeia de televisão para acusar o executivo de corrupto é porque algo anda muito preocupante nesse país.
Foi o que vimos acontecer recentemente no Brasil, esse eterno gigante adormecido, cujo sono é povoado por assaltantes os mais espúrios e há longos anos.
Dentre outras causas, muitas, continuamos o país do futuro nesses quinhentos anos de aprendizado democrático.
Apreensivos, ficamos todos diante de falas tão desencontradas em que estão mergulhados os três poderes da República, como se o país  estivesse sendo loteado pelos três.
Ausência total daquele sentimento de patriotismo do qual fomos impregnados ainda muito jovens nos primeiros anos de nossa formação cidadã.
Os mais vividos viram inúmeras crises políticas e econômicas no país, mas nunca nenhuma outra tão ameaçadora.
Sabemos bem que toda a América Latina vive a insegurança da fragilidade de seus sistemas de governo. 
Não seria diferente aqui, dadas as grandes dimensões e da riqueza de nosso solo.
Apesar de todas essas turbulências conseguimos nos manter como a sétima economia do mundo, ainda que pareça absurdo.
Mesmo assim, temos um dos maiores índices de desigualdade social do mundo e essas taxas só fazem crescer.
Com a classe política que temos no momento, dificilmente sairemos da grave crise econômica que tanto nos preocupa.
Ou todos nós remamos em busca de um porto seguro para atracar o nosso barco ou seremos todos náufragos nessa tempestade que se abateu sobre nós
A hora é de união em busca de uma solução para todos, e não, para que predominem as vaidades e os interesses pessoais de uma minoria que está sempre tentando sugar as tetas do poder.
Não se trata mais de discursos de direita, de centro ou de esquerda, trata-se de um processo de conscientização coletiva de que nunca estivemos tão perto de uma verdadeira democracia e que esta deverá ser conseguida, ainda que tenhamos de abdicar de nossos instintos de bravatas quixotescas.

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