Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Educação em crise, por Gabriel Novis Neves

10 de set de 2015

Educação em crise, por Gabriel Novis Neves

Educação em crise 
Em um universo de cerca de cinco mil e setecentos municípios em vinte e sete Estados (Brasil), encontramos escolas públicas com um ensino público de qualidade, mesmo no mais longínquo sertão ou subúrbio distante. 
Essas escolas conseguem o “milagre” de chegar a níveis além dos encontrados em países do Primeiro Mundo. 
Para dar esse enorme salto de qualidade a escola não adotou qualquer método novo com tecnologias de ponta ou revolucionário. 
Apenas executou, com eficiência, o que recomenda a Secretaria de Educação do seu Estado. 
Adotou o antigo método de reforço paralelo às aulas normais para ajudar àqueles alunos que não conseguem acompanhar as aulas. 
Essa técnica existe em Matogrosso desde quando fui aluno da Escola Modelo Barão de Melgaço. 
Quando, em 2003, pela segunda vez, fui Secretário de Educação do Estado, pude verificar que os resultados eram os piores possíveis. 
Certa ocasião, visitando um dos mais prósperos municípios do Estado, com déficit de salas de aulas e de professores qualificados, indaguei para diretora do estabelecimento de ensino público como estava resolvendo o problema das aulas de recuperação. 
Ela me respondeu mais ou menos com essas palavras: “Para ser bem honesta tenho a lhe informar que a recuperação dos alunos com deficiência de aprendizagem só existe nas planilhas que somos obrigadas a enviar mensalmente à Secretaria de Educação”. 
E continuou dizendo que não possuíam salas de aulas disponíveis nem recursos para pagar os professores na sua tarefa extra. 
Conclui-se, dessa verdade, que a crise na educação é motivada pelo governo que incentiva a má gestão. 
O governo não oferece espaço físico nem professores. E o “faz de conta” corrói o alicerce do nosso futuro - as crianças. 
Os diretores, professores e alunos do ensino fundamental são os grandes sacrificados com a crise na nossa educação. 
O pior é que nossas autoridades conhecem esta realidade e fazem vistas grossas a este genocídio educacional. 
As famílias até que tentam colaborar! Estão presentes nas escolas e participam dos trabalhos escolares.  
Mas, infelizmente, por mais louvável que seja essa atitude, e necessária, não conseguirá, sozinha, elevar o nível cultural de toda essa geração. 
Acorda Brasil!

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