Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Desastre educacional, por Gabriel Novis Neves

6 de nov de 2015

Desastre educacional, por Gabriel Novis Neves


Desastre educacional 

Li no jornal O Globo, de 12/10/2015, péssimas notícias sobre a nossa situação educacional deste perdido ano. 
É muito triste, porém, necessário, tomarmos conhecimento deste cenário para entendermos o motivo pelo qual esta nação está sendo ultrapassada por países que, até há pouco tempo, tinham quase sido exterminados por guerras. 
Citarei algumas conclusões do fracasso do nosso sistema educacional. 
1) São elevadas as proporções de alunos que ainda não leem, escrevem e fazem contas como deveriam.  
2) Na reforma ministerial, o Ministério da Educação foi contrapeso, sinal de desprestígio, apesar do discurso da presidente. Demitiu-se um consagrado professor da Universidade de São Paulo (USP), com menos de seis meses de mandato, e colocou-se em seu lugar um político profissional, que já ocupou o cargo, saindo numa permuta para outro ministério sem deixar saudades. 
3) O avanço na nossa educação existe, mas, é lento diante do tempo perdido, e o pior é que não ocorre de maneira uniforme. 
4) O ensino médio é o que representa maiores deficiências, não por acaso, mas porque há nele alta evasão.
Quero citar agora os problemas, iniciando com as crianças em idade de alfabetização. Desse universo, 22% não sabem ler adequadamente; 35% não sabem escrever e 57% não sabem matemática. 
Outro dado preocupante é com o analfabetismo funcional, considerando a população de 15 a 64 anos, cuja variação de 39% em 2001, caiu para 27% em 2011. 
A evasão escolar é mais acentuada no ensino médio com 10,3%, atingindo 9,4 nos anos finais do ensino fundamental e 4,8% nos anos iniciais. 
Nada condizente com o governo que fundou a “Pátria Educadora”. 
A gestão desse importante setor do nosso desenvolvimento precisa melhorar, assim como os recursos orçamentários. 
Esse quadro desastroso é a fotografia da nossa penúria educacional, a grande responsável pela desigualdade social imensa que ora vivemos. 
Vamos pensar em reverter essa situação para o bem deste país? 

Nenhum comentário: