Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Julho, por Gabriel Novis Neves

18 de jul de 2015

Julho, por Gabriel Novis Neves

Julho 
Mês do equilíbrio entre o início e fim do ano! 
Acredito que este fato, de um modo geral, influencia o caráter das pessoas nascidas neste período de trinta e um dias seguidos.  
Essa observação não é científica. Apenas uma percepção minha. Como canceriano, noto que a minha característica marcante é, e sempre foi, o comedimento nas decisões. 
O equilíbrio na vida exige decisões racionais que, tomadas em determinado momento, parecem ser as melhores. 
Na prática isso nem sempre acontece.  Como tudo na vida, para pessoas não imbecilizadas, acertamos e erramos. 
Os nascidos no mês sete não são aventureiros em suas opções. O fracasso os faz sofrer com lentes de aumento. 
Dificilmente serão empreendedores ou se arriscarão a ficarem ricos investindo nas bolsas de valores, ou aplicações financeiras de risco. 
O chamado “tino comercial” não me parece patrimônio desses nativos, que sempre optam por construções consideradas sólidas, sacrificando muitas vezes seu lado afetivo e o lazer. 
Preferem “um pássaro na mão que dois voando”, segundo a sabedoria popular. 
Chegam a beirar a mediocridade existencial em troca de um enganador equilíbrio de uma noite bem dormida. 
Com exceções, são péssimos negociantes, com visão mais telúrica e voltada às belezas imateriais.
Podemos chamá-los de sonhadores com afinadas ambições na aquisição de conhecimentos, encantamento com a natureza e o belo. 
Na prática, são rotulados como desinteressados e pouco afeitos às coisas do mundo moderno. 
Não escolhemos o mês do nosso nascimento, mas a influência que ele poderá exercer sobre as pessoas é facilmente observada em famílias numerosas, onde cada irmão festeja o seu aniversário em um período específico dos doze meses do ano. 
Se o portador do equilíbrio deseja não sofrer solavancos dos altos e baixos que a vida nos propicia, a linearidade sonhada é meio caminho para a mediocridade. 
Assim analiso empiricamente julho, que marca o final das festas juninas e apresenta, no seu primeiro domingo, a homenagem a São Benedito - santo predileto dos cuiabanos.

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