Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA

7 de fev de 2016

No solo sagrado 100 anos de samba, por Valeria del Cueto

A volta de Luisa Brunet na Lavagem da Sapucaí. Sempre rainha.
Em terra de bamba, escolas clamam às forças celestiais no centenário do samba na disputa do título de mais um carnaval carioca.
Texto e fotos de Valéria del Cueto
Se o Rio de Janeiro é a Meca do turismo no período de carnaval, o Desfile das Escolas de Samba, na Sapucaí, é a sua Caaba. Local de peregrinação necessária e indispensável na vida de sambistas e foliões apaixonados onde se reúnem, numa festa pagã e profana, adeptos de praticamente todas as correntes celestiais. O Sambódromo Darci Ribeiro é um espaço de exaltação e elevação, acredite!
Na Lavagem da Sapucaí com arruda, incenso, atabaques, cantoria e muito axé, após uma cerimônia ecumênica, a imagem de São Sebastião, padroeiro do Rio, abriu o cortejo embalado por sambas de enredo tradicionais.
Um novo tempero foi acrescentado à festa esse ano. A bateria da lavagem ganhou sua rainha. Mais uma você dirá... Não. Ela! Luísa Brunet novamente atravessou gloriosa a passarela, aplaudida pelas arquibancadas.  No fim do desfile a presença no Bonde da Alegria da professora Lígia Santos, neta de Donga, autor do samba “Pelo Telefone”, com o jornalista Mauro Almeida, homenageava os 100 anos do samba comemorados em 2016.
Alguma dúvida das boas e celestiais intenções da maior festa popular do planeta esse ano? Elas acabam já na entrada da escola que desde 2007 está fora do Grupo Especial, mas por ser a primeira, é essencial nesse desfile. 
Continua no link http://www.carnevalerio.com/?p=1824

31 de jan de 2016

Frear, por Gabriel Novis Neves

Frear 
Estou pensando seriamente em frear um pouco as minhas atividades diárias, iniciando pelo ato de escrever. 
Um período de reflexão eu creio que seria útil para repensar sobre as misérias do nosso dia a dia. 
A política está cada vez pior com a deterioração das suas principais instituições. 
É tanta injustiça e desigualdade social, que a nossa população vive em estado permanente de perplexidade. 
A falta de pudor dos nossos governantes com a coisa pública está retirando da nossa gente a ilusão de dias melhores, assim como a autoestima e autoconfiança. 
As castas ainda existem em pleno século XXI em um país dito democrático e socialista. 
A insatisfação e a ausência de perspectivas estão afastando os jovens  dos estudos, fazendo-os procurar meios não éticos  para sobreviverem. 
Não é por acaso que o Brasil possui o maior contingente de população carcerária do mundo! O pior é que os nossos agentes públicos se orgulham de possuir uma polícia eficiente para conseguir esse recorde. 
O correto seria comemorar o esvaziamento dessas universidades do crime através de um grande esforço na área educacional, o melhor antídoto para a barbárie. 
Triste é notar que esses depósitos de gente são compostos, em sua maioria, por negros e pobres. 
Sendo o país da corrupção, nada mais estranho que esses dados para demonstrar que também somos o país da falta de oportunidades e da injustiça social. 
Escrever sobre esses assuntos que são notícias só mesmo para profissionais. 
Espero que, afastado por algum tempo, consiga fazer outra leitura da nossa sociedade e retornar oxigenado ao saudável e prazeroso hábito de socializar minhas preocupações com relação, especialmente, à ética, à educação, à saúde, às inovações tecnológicas, ao respeito às crianças e aos idosos. 
Vou tentar essas férias após a publicação diária de mais de dois mil artigos. 
Espero encontrar mais ética e menos demagogia por parte dos nossos governantes no trato das nossas necessidades básicas após esse período de descanso. 
Aos que me honraram com suas leituras, meu muito obrigado e até breve.

30 de jan de 2016

Salgueiro 2016, fotos do ensaio técnico

Fotos do ensaio técnico no Sambódromo, Rio de Janeiro, Brasil, domingo, 24 de janeiro de 2016.
A escola é a segunda  agremiação a desfilar na noite de segunda-feira, dia 08 de fevereiro, no Grupo Especial do carnaval carioca de 2016
Informações sobre a  Gres Acadêmico do Salgueiro
ensaio fotográfico  é de Valéria del CuetoSalgueiro 2016, ensaio técnico
Agradecimentos à Riotur e Liesa
Para mais informações curta nossa página no facebook Carnevale di Rio

29 de jan de 2016

Viradouro 2016, fotos do ensaio técnico por Valéria del Cueto

Viradouro 160124 094 Bateria Zé Paulo Sierra Apoteose

Viradouro 2016

Fotos do ensaio técnico no Sambódromo, Marques de Sapucaí,  Rio de Janeiro, Brasil, domingo, 24 de janeiro de 2016.

A escola é a quinta a desfilar na noite de sexta-feira, dia 05 de fevereiro, no Grupo de Acesso, no carnaval carioca de 2016
Informações sobre a  Gres Unidos do Viradouro
ensaio fotográfico  é de Valéria del Cueto
Viradouro 2016, ensaio técnico
Agradecimentos à Riotur e Liesa
Para mais informações curta nossa página no facebook Carnevale di Rio

Até Marina, por Gabriel Novis Neves

Até Marina
Finalmente Marina Silva saiu de cima do muro! Em entrevista à Rádio Gaúcha, a ex-senadora, ex-ministra e ex-candidata à Presidência da República, afirmou que Dilma “não tem mais liderança política no país nem maioria no Congresso”.
Não aprova o processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados.
Diz que a responsabilidade pelas crises econômica e política cabe à Dilma e a Michel Temer, e defendeu o processo de cassação da chapa vitoriosa das eleições de 2014 via Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“No meu entendimento, o melhor caminho para o Brasil é o processo de cassação da chapa vitoriosa das eleições com a comprovação que o dinheiro da corrupção foi usado para a campanha do vice e da presidente”, afirmou Marina Silva.
“Impeachment não é golpe, está previsto na Constituição, foi feito contra o Collor, foi pedido pelo PT várias vezes, e eles achavam que não era golpe”, comparou.
Marina disse que Dilma, na eleição presidencial de 2014, “não disse a verdade” sobre a nossa economia.
A fundadora da Rede falou que o discurso de Dilma em campanha agravou a situação do Brasil em 2015, no primeiro do mandato da petista.
“Se Dilma tivesse trabalhado com a verdade, assumiria que corríamos grandes riscos em relação aos inúmeros problemas que tivemos desde 2008”.
É engraçado porque, enquanto países do mundo correram atrás para resolver a crise, disseram aqui na terrinha que “era apenas uma marolinha, e chegaram a dar lição de moral até à Alemanha”.
“Diziam que, se eu ganhasse o governo não teria maioria no Congresso, e hoje a presidente não tem maioria”.
“Diziam que se eu ganhasse, eu iria tirar alimentos das pessoas pobres, e isso ocorre com a inflação que atinge a mesa dos trabalhadores”.
“Diziam que, se eu ganhasse, iria acabar com Pronatec e Prouni, e isso o governo está fazendo. As pessoas projetam em você o que vão fazer”, concluiu Marina Silva. 
Este artigo foi elaborado também com o Estadão.
Seu conteúdo mostra a situação grave que vivemos.

28 de jan de 2016

Verdade, por Gabriel Novis Neves

Verdade
A nossa educação vai de mal a pior. Múltiplos fatores compõem esses ingredientes de atraso nacional. Seria estafante enumerá-los, sendo a maioria do conhecimento público.
Talvez, esse processo “maligno” tenha o seu início logo nos primeiros dias da vida extrauterina.
Embora, nessa idade a criança não possua ainda capacidade de entender, a falta da verdade nas relações pais e filhos, seja o início de toda essa tragédia humana.
Educadores modernos e mais esclarecidos recomendam que mesmo nesses primeiros dias, há necessidade dos pais conversarem com os seus filhos transmitindo todo seu amor, usando sempre a verdade. De tanto ouvir o certo, essa criança ao adquirir o seu poder cognitivo, dificilmente se surpreenderá ou traumatizará com aquilo que desde cedo se acostumou a ouvir. Como exemplo, poderei citar o caso das crianças adotadas. Seus pais não biológicos, apesar, de todo o amor dedicado a elas têm dificuldades em saber se dizem a verdade sobre a sua origem genética ou não.
Em que fase da vida dessa criança seria o momento ideal para a revelação?
Pesquisas apontam que muitos pais preferem esconder dos seus verdadeiros filhos não biológicos a sua correta identidade. Quando a criança fica sabendo sobre a sua verdade, o trauma é muito intenso. Outros deixam para o tal momento oportuno, que é inoportuníssimo quando adulto seu filho descobre que seus pais são mentirosos, numa hipócrita situação de protegê-los.
A criança tem que ouvir desde o seu nascimento que ela não saiu da barriga da mamãe, mas, é tão querida e amada como se fosse igual a maioria dos bebes.
A mania de esconder a verdade das crianças parece que faz parte da nossa cultura.
Em uma educação onde é descoberta pelos filhos a mentira, seus resultados são os mais desastrosos possíveis, criando a desconfiança e falta de amizade no relacionamento pais e filhos.
Quando as novelas de televisão em horário nobre há anos vêm martelando sobre adoção de crianças, onde fica nítido o preconceito que jamais deveria existir sobre o filho não biológico, já passou o momento de uma reflexão sobre esse assunto.
Os pais deveriam aprender a dizer sempre o sim aos seus filhos como início do diálogo.
A educação necessita urgentemente melhorar preparando a criança para a vida.
O início tem que ser em casa sem artifício da mentira incompatível com a educação. Só a verdade salvará as nossas crianças.

27 de jan de 2016

31 de dezembro, por Gabriel Novis Neves

31 de dezembro 
De todos os dias do ano este é o mais envolvido em crenças, superstições e tradições. 
Para cumprir com todos os rituais que a nossa cultura nos impõe teríamos de seguir uma liturgia quase impossível de ser executada. 
A começar pelo vestuário: qual a cor da roupa a ser usada nesta noite para nos trazer saúde, paz, amor, dinheiro e muita felicidade no ano que está alvorecendo? Parece que o branco da paz e o amarelo da fortuna são os preferidos. 
E o tipo de comida para a ceia do Réveillon? Comer carne de animais que ciscam para trás, como a galinha, estão vetadas para os supersticiosos, pois atrasam a vida das pessoas.  
A carne de suínos, que é um animal que fuça pra frente, é a preferência nacional.  
Comer peixe na virada do ano também se tornou uma tradição, pois faz bem para a saúde e deixa o organismo mais leve – principalmente depois da comilança do Natal. O bacalhau emplaca o topo desta lista. Ostra e camarão têm os seus simbolismos: as ostras atraem coisas boas e camarão simboliza o riso fácil. 
Sementes de romã e de uva, em número de sete, têm de ser chupadas e seus caroços guardados na carteira de dinheiro até o próximo dia 31 de dezembro. A uva simboliza boa sorte e a romã dinheiro e bênçãos. 
Outro prato tradicional são as lentilhas, pois abrem caminho para a fortuna.  
As frutas são muito bem vindas como sobremesa. Uma grande bandeja com frutas frescas variadas, principalmente as amarelas e alaranjadas – segundo reza a crença elas lembram moedas de ouro e atrai dinheiro e sorte. E, de acordo com as tradições orientais, não podem faltar as tangerinas, que representam o sol, o grande doador da vida e da luz.  

As frutas secas ou cristalizadas, como figo, pêssego, ameixa, damasco e maçã, por exemplo, significam sorte e fartura para o próximo ano. 
A bebida, lógico, é o vinho espumante, ou champagne. O vinho é considerado sabedoria e vida. E, de preferência, servido em taças de cristal para purificar as energias espirituais. 
Lançar ao mar flores, sabonetes, perfumes ou qualquer outro presente para Iemanjá na virada do ano faz com que os nossos problemas sejam levados para o fundo do mar. 
E por que devemos pular sete ondas? Segundo os gregos, o mar tem poder espiritual para renovar nossas energias. Sete é um numero espiritual. Pulando sete ondas você invoca iemanjá, e ela que dará forças para vencer as dificuldades do ano que se inicia. 
Passar o ano em ambiente fechado ou aberto? Orando ou dançando? Em casa, clube ou molhando os pés nas águas salgadas ou tomando banho de cachoeira? 
Entrar o ano pisando com pé direito ou não? Brindar com champanhe ou água natural? Com música, fogos, abraços e beijos, ou simplesmente dormindo? 
Essa crueldade cultural que herdamos dos nossos antepassados nos traz, muitas vezes, preocupações desnecessárias.  
Seria tão mais simples crermos somente que o primeiro dia de janeiro é dia de esperança.   
Neste dia celebramos o Dia Mundial da Paz e a festa da Santa Mãe de Deus. E, nada além dos cumprimentos e desejos de felicidades aos amigos e parentes, deveria ser o ritual a seguir.  
Crenças, superstições e tradições. Por eles o primeiro de janeiro de cada ano é marcado. Tudo voltado para a busca da riqueza, prosperidade e paz. 
Confesso que cumpro alguns desses rituais. Mas, não para buscar riqueza ou prosperidade. Faço minhas mandingas em busca da paz.  
A paz que devemos buscar insistentemente, todos os dias do ano. Principalmente a paz conosco mesmo. Entendo que nenhum ser possa ser feliz se estiver mal consigo mesmo.  
No entanto, nada conseguimos sozinhos. É necessário que estejamos receptivos para podermos receber toda a ajuda possível. Ajuda, principalmente, do Alto. 

26 de jan de 2016

Traseira de caminhão, por Gabriel Novis Neves

Traseira de caminhão
Navegando dia desses pela Internet abri um site que relacionava várias frases de para-choque de caminhão.
A maioria delas é puro humor, mas têm também as religiosas, as reflexivas e as românticas. Dizem que elas representam a filosofia e maneira de ser do brasileiro – que leva na brincadeira todas as suas desventuras.
Três delas me chamaram a atenção: “Dinheiro não traz felicidade: manda buscar”, “A felicidade não é um destino aonde chegamos, mas sim, uma maneira de viajar.” “Alguns causam felicidade em todo lugar que vão, outros em toda hora que partem”.
A palavra felicidade está no topo da cabeça de todo nós. A filosofia, desde sempre, investiga e se propõe a achar uma fórmula para o alcance da felicidade.
Tales de Mileto - que viveu entre 7 a.C. e 6 a.C. - nos traz a mais antiga referência sobre a felicidade. Para este filósofo “ser feliz é ter corpo forte e são, boa sorte e alma formada”.
No mundo contemporâneo a investigação sobre o que nos traz felicidade ainda permanece.
O filósofo paranaense Sérgio Cortella aborda em suas conferências, de forma simples e educativa, este tema.
Assisti a um curto vídeo do seu pensamento sobre felicidade partindo de conceitos antigos que demonstra que a felicidade não é uma simples fórmula onde a felicidade é igual realidade menos expectativa.
Há pessoas que acham que a felicidade é a posse contínua de bens materiais. A verdade é que ela vem do essencial, como a amizade, lealdade, amor, dedicação, carinho e tantos outros valores imateriais.
Procuramos, prossegue o mestre, achar a felicidade no secundário, quando precisamos de autenticidade. A posse de bens não é essencial para encontrá-la. Nunca confundir com dinheiro, que é fundamental, e não, essencial.
Precisamos de coisas simples para ser feliz, que é um ato transitório, momentâneo - não é um estado permanente.
Aquela felicidade artificial adquirida por meio de fármacos ou outras drogas é ilusória e só faz mal à saúde das pessoas.
Temos de ter esperanças e procurar a felicidade diariamente. Ela não cai em nosso colo.
Como é difícil explicar o que é a felicidade!
“Quem busca a felicidade fora de si é como um caracol que caminha em busca da sua casa”. Constâncio C. Vigil, escritor uruguaio.


25 de jan de 2016

Estupro, por Gabriel Novis Neves

Estupro 
A violência contra a mulher é um problema cultural e vem afligindo a humanidade através dos séculos.
A grande repressão sexual, exacerbada a partir do século V até o século XV, reafirmou no inconsciente coletivo a mulher como coisa, nunca levando em conta os seus próprios desejos. Isso porque, desde a pré-história, e depois passando pelos gregos e romanos, as sociedades eram predominantemente hedonistas, colocando o prazer como mote prioritário de vida.
Com a queda do império romano e o advento do cristianismo, inicia-se um ciclo de ausência absoluta de individualidade e luta contra as tentações.
Amar, só a Deus. A teoria do pecado original foi maciçamente difundida.
A partir do século XII, com o renascimento, aparece o amor cortês, sempre exaltando os prazeres do espírito em detrimento aos prazeres da carne. A verdadeira mulher amada deveria ser inatingível ao toque e apenas venerada como uma deusa. Apenas aí, o amor já se cogita como recíproco.
Os últimos três séculos foram impregnados por todos esses conceitos arcaicos, que faziam do sexo algo abominável. Até os dias de hoje, homens e mulheres ainda sofrem muito com seus medos, culpas e frustrações.
Até 1950, a virgindade ainda era um valor. Apenas entre 1960 e 1980, a verdadeira revolução sexual foi exercida, já que a pílula anticoncepcional estava presente e ainda não havia o HIV.
A partir do século XX, com o aparecimento dos grandes movimentos feministas e as grandes mudanças econômicas mundiais, a mulher consegue entrar definitivamente no mercado de trabalho em todos os setores e inicia assim o seu processo de “descoisificação”.
Entretanto, os estigmas de tantos séculos de opressão, não são assim removidos tão facilmente quanto gostaríamos.
Por outro lado, a mulher, despreparada para essa nova situação, começou a confundir liberdade com libertinagem, extrapolando comportamentos agressivos, tidos como masculinos, nunca antes exercidos e, principalmente, para os quais os homens não estavam programados.
Paralelamente, o mercado de consumo, ávido de novos lucros, jogou na sociedade a propaganda de um erotismo exagerado e a tudo vinculado. Nem as crianças escaparam desse projeto, sendo desde muito cedo estimuladas por suas mães a se tornarem miniadultas, através de roupas e comportamentos inadequados para a idade.
Agregado a tudo isso, a divulgação maciça de músicas com letras e coreografias sempre um forte apelo sexual.
Seios e bundas siliconadas, graças a esse grande mercado erótico, são oferecidos abertamente a preços módicos e suaves prestações mensais, servindo de desejo a mentes mais desavisadas, principalmente as jovens.
A indústria pornográfica já é a terceira maior em crescimento no mundo.
A violência familiar, exacerbada pelas drogas, legais e ilegais, só faz crescer. Campanhas de descriminalização progressivas e sérias, como as que vêm sendo feitas pelos países mais desenvolvidos, não conseguem se sobrepor aos interesses de pequenas minorias que obtém grandes lucros com esse mercado.
Diante de todo esse quadro, no mínimo propício, não é de se admirar que os instintos animalescos, escamoteados pelas leis sociais, estejam recrudescendo com tanta intensidade e frequência. A violência e os casos de estupro, em todas as partes do mundo, têm aumentado, e muito. Países superdesenvolvidos como, por exemplo, a Inglaterra, já mostram níveis assustadores desses casos, apesar das altas penas infringidas aos infratores.
Aprendemos desde muito cedo que onças não devem ser cutucadas com vara curta e sempre que a sociedade se torna muito permissiva, a barbárie começa a imperar.
Já vimos isso inúmeras vezes na história e sabemos os resultados desastrosos que daí advém.
Os conceitos de amor não são imutáveis e o histórico da humanidade está aí para nos comprovar isso.
A nossa vida sexual afetiva está sempre condicionada a atuações do inconsciente cultural e social. 

24 de jan de 2016

Brigas de casal, por Gabriel Novis Neves

Brigas de casal 
Certamente, muito mais relativas à instituição do casamento do que propriamente aos cônjuges, acontecem, com tanta frequência, as brigas de casais. 
Pessoas oriundas de culturas diferentes, com diferentes condicionamentos de vida e de valores são, de repente, jogadas numa convivência diária e promíscua. 
O que anteriormente justificava a razão para esse entrosamento, conhecida romanticamente como amor, logo se transforma num pesado fardo para ambos que, imediatamente, tratam de  viver em função de um bem maior, a organização e manutenção da família. Isso nos é ensinado desde sempre, e se torna um dos pilares da sociedade em que vivemos. 
Jamais fomos consultados se este é o estilo de vida que mais nos agrada. Assim as nossas escolhas afetivas vão sendo sufocadas pela vida afora, sem mais nem por que. 
Não é de se estranhar que essa verdadeira prisão emocional, na maioria das vezes emoldurada por comportamentos hipócritas de ambas as partes, traga inúmeros problemas de convivência, inclusive para a prole formada nesse núcleo familiar. 
A tendência é sempre culpar as pessoas, esquecendo-se assim de que o grande vilão é o tipo de organização que impõe a anulação  de um dos cônjuges, ou de ambos, quando se instala  o estado de anestesia familiar. 
Assim são empurrados inúmeros casamentos, algumas vezes até considerados muito felizes pela moral vigente. 
Mecanismos de prosperidade econômica, na grande maioria das vezes,  ajudam, e muito, na manutenção da muleta mútua. 
Nas classes mais abastadas os jovens andam conseguindo soluções criativas - quer vivendo em casas separadas, quer conseguindo manter a  relativa privacidade de cada um, ainda que num mesmo apartamento. 
Como as pessoas são absolutamente únicas, fica muito difícil que, pelo menos, nos primeiros anos de convivência, que são os mais complicados, não surjam as chamadas incompatibilidades. 
Fundamental, a meu ver, seria que cada  um pudesse manter ao máximo a sua individualidade e os seus gostos, desfrutando juntos apenas os momentos prazerosos   verdadeiros. 
Aquela repetida frase “só vou se você for”, logo se transforma numa grande causa de angústias e dissabores.
A independência, em todos os seus aspectos, talvez seja  uma das grandes aliadas dos raros casamentos felizes. 
A natureza, com a sua premência de perpetuação da espécie, impede que uniões fossem muito mais tranquilas se já feitas na maturidade. 
Ao que tudo indica, na juventude, as grandes causas de discordância são a financeira, a diferente visão na criação dos filhos e a terrível sensação de posse que gera o grande destruidor, o ciúme. 
Com o passar dos anos a liberdade afetiva, que tanto  aflige a humanidade, já não tem tanta importância, uma vez que experiências  várias foram vividas na sua plenitude. 
Impressionante como a segurança é diretamente proporcional ao número de anos vividos. Somos agraciados com um processo  de doação mais fácil e nos tornamos menos exigentes e menos possessivos. 
Aprendemos a amar no outro, não só as suas qualidades, mas também os seus defeitos. 
Dialogar sempre é o melhor remédio, e vem ajudando, e muito, as relações entre os casais, fato inusitado  nas gerações passadas. 
Como dizia o nosso querido sociólogo Betinho: “As modificações no mundo não correm, andam”.