Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA

26 de jan de 2015

O soco do Papa, por Gabriel Novis Neves

Quase tão polêmico quanto o ataque islâmico à revista francesa Charlie Hebdo foi a entrevista do Papa Francisco. 
Falando a jornalistas sobre liberdade de imprensa durante sua recente viagem às Filipinas, Sua Santidade disse que tem de haver limites no que tange à liberdade de expressão. 
Ilustrou o seu discurso com a frase que correu o mundo: “se xingar a minha mãe, espere um soco”. 
Dito pelo papa revolucionário, esse conceito metafórico chocou os intransigentes defensores da ampla possibilidade de se falar ou escrever sempre tudo o que se pensa. 
Todo indivíduo, inclusive o papa, tem o direito de se manifestar livremente. Concordar ou não, é também um direito de todos. 
O papa deixou bem claro que é contra a violência em todos os seus níveis e que ninguém está autorizado a matar o próximo, seja qual for a justificativa alegada. 
O que complicou o entendimento da posição papal foi ter colocado como exemplo a mãe, quando a discussão central era sobre liberdade de imprensa. 
Colocar a figura materna em abordagens é típico de estádios de futebol, onde é sempre caluniada a genitora do árbitro. 
Grosseiramente, faz parte do folclore da nossa cultura futebolística e, ao contrário de manifestações racistas, neste caso não há punições. 
Terminada a partida do esporte mais popular do mundo tudo é esquecido pelo juiz do jogo e torcedores. 
No caso do soco, a impressão errônea que ficou é que o papa defende com restrições a liberdade de expressão, o que não é politicamente correto. 
O ato de matar vem dos tempos bíblicos, onde Caim matou seu irmão Abel por motivos fúteis. 
Sempre haverá mortes por assassinatos entre os humanos. O trabalho a ser realizado é o de aperfeiçoar as relações sociais. 
Não é sem motivo que a maior indústria em faturamento seja a de armamentos.

25 de jan de 2015

Gatão de Meia idade - pra refrescar...

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Beleza, por Gabriel Novis Neves

Desde os mais remotos tempos a beleza é enaltecida. Artistas, poetas e romancistas nos contaram através dos séculos o que eles consideravam belo. 
Tenho dificuldade em tratar desse assunto publicamente em artigos ou crônicas. 
Será que não fomos educados para reverenciar a Beleza? Será que este tema, culturalmente, está restrito somente aos poetas e artistas? Não sei. 
Lendo a “História da Beleza”, organização de Umberto Eco, me animei a escrever sobre o tema. 
Na nossa turma de Medicina tínhamos poucas colegas. O curso ainda mantinha características masculinas. 
Uma colega, porém, impactava o grupo, não só pela sua beleza física, como pelo conjunto da obra, comparável a um quadro de arte de artista consagrado. 
Sempre discreta e sorridente, a todos tratava com elegância, sabendo da imensa emoção que despertava em seus colegas. 
Não fazia distinção de classe social e era idolatrada pelo “baixo clero”. 
Despertava paixão e liberava dopamina por onde passava com a sua empatia e simplicidade cativantes. 
Sabia que representava o ideal de Beleza para aqueles jovens, na sua maioria do interior do Brasil. 
Possuía o que os líricos gregos chamavam de “um tipo de graça feminino”. 
Inibia os mais afoitos colegas a uma declaração aberta sobre a sua Beleza e o que ela representava para todos. 
Os tempos passaram. O grupo se desfez, mas a bela da turma continua linda como sempre. 
Mais sábia e amadurecida pelos embates da vida, manteve todos os ingredientes da juventude tornando-se uma mulher irresistível. 
Considero-a uma obra prima da natureza, pois o belo é arte e é eterno. 
A sua doce Beleza a imunizou das agruras da vida.sofridos.

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24 de jan de 2015

Ensaio técnico da Mangueira em fotos, texto e vídeos, por Valéria del Cueto #carnaval2015


Ensaio de fotos de Valéria del Cueto no Sambódromo, Marquês de Sapucaí, dia 18 de janeiro de 2015. O foco principal é a preparação e o desempenho da Bateria, a Primeira Ala, sob o comando de Vitor Art e Rodrigo Explosão e seus diretores, os Meninos da Mangueira.
A crônica “É pra quem pode“, de Valéria del Cueto, complementa as fotos e descreve a apresentação da verde e rosa.  Aqui, link para os vídeos no instagram da #aprimeirala
Visite carnevalerio.com e curta a página do Facebook
 https://www.facebook.com/mostracarnevalerio

Canseira, por Gabriel Novis Neves

O dólar disparou. A inflação aumentou. A violência, em todas as suas formas, está a nos preocupar. 
Os espaços da mídia são ocupados pelo terrorismo internacional, e os escândalos nacionais sempre em linha crescente. 
Ninguém está suportando tamanha carga negativa. O que resulta em um imenso cansaço mental. 
Sem motivações, a única alternativa que nos resta é a de uma parada em nossa caminhada para uma profunda reflexão sobre o futuro incerto que nos aguarda. 
O papel em branco da informação é sempre ocupado pelas velhas mazelas, parecidas com a repetição de desgraças antigas. 
Não digerimos ainda o desmonte da Petrobras, e já se anuncia o próximo escândalo de dimensões maiores no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 
É a malversação do dinheiro público. 
Difícil um ser animal, dito racional, não se indignar com o covarde ataque a uma escola no Paquistão onde mais de uma centena de crianças foram mortas. 
“Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos”. Winston Churchill. 
A imbecilidade de atrocidades cometidas em nome da religião é um horrendo crime contra a humanidade. 
O pior é que a nossa população, diante dessa verdadeira guerra mundial, aceita com desdém, e até com certa naturalidade, essas condutas, que já foram incorporadas ao nosso dia a dia. 
Como dizia Abraham Lincoln, “no final, não são os anos da vida que contam, mas a vida que há nos anos”. 
Como sou alguém que gosta de se comunicar com os meus semelhantes, confesso a difícil tarefa de tentar, desesperadamente, falar de coisas boas para todos. 
Parece que, de bom mesmo nesse final de ano, foi só a perspectiva de rompimento do bloqueio econômico e emocional entre Cuba e Estados Unidos. 
Afinal temos algo que parece vai dar certo em algum lugar do mundo. 
Assim esperamos. 

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23 de jan de 2015

Outro ano? por Gabriel Novis Neves


Outro ano? 
A ilusão terminou no dia 31 de dezembro. Tudo continua como dantes. 
Até os festejos do emblemático último dia do ano, de acordo com o nosso calendário gregoriano, são cópias autênticas às dos anos anteriores. 
Queima de fogos com cronometragem para avaliar o Estado que mais torra dinheiro nessa noite. O recorde é comemorado, no “bom sentido”. 
Esses não conhecem a “arte de viver consigo próprio ignorando o aborrecimento”. 
Quanta irresponsabilidade social entrar um novo ano queimando fogos, sabendo que milhares de pessoas não têm o que comer e vestir, brindar e, muito menos, uma casa para morar! E muitos estão sozinhos. 
Em algumas pessoas ainda resta a esperança, o mais nobre dos sentimentos. 
Como bem nos ensina o professor Mário Sérgio Cortella, esperança é do verbo esperançar, que significa avançar. A outra é estática, a de não mudar nada, a de permanecer numa zona suposta de conforto. O pior é quando, ainda em vida, as pessoas a perde. 
Há pessoas também que, por crenças religiosas, depositam todas as suas esperanças no grande mistério de variados planos espirituais. 
As superstições povoam essas festas com procura de rituais nas praias com oferendas lançadas ao mar. 
Batuques africanos chamando nossos guias protetores. 
Branco é a cor predileta, sendo o amarelo muito lembrado pelos fãs do sucesso material. Outras cores são também lembradas, de acordo com o momento em que vivemos. 
A lista de “obrigações” a serem cumpridas é extensa, incluindo tipo de alimentos, locais das comemorações - de preferência em ambientes abertos e altos - tudo com muita alegria, seja espontânea ou química, com músicas animadas, que sempre são a de velhos carnavais. 
Nada de diferente, e falta de criatividade, que nos faça reconhecer o novo. As mesmas mazelas e misérias agravadas nos esperam. 
As últimas notícias do ano que findou prometem grandes momentos de instabilidade política e social. 
“Felizes daqueles cujo conhecimento é livre de ilusões e superstições”. Buda. 

22 de jan de 2015

Prefeitura retomada Estádio do Ferro Carril - Uruguaiana.

Na quinta-feira, dia 22/01, a Prefeitura Municipal de Uruguaiana, por decisão judicial, conseguiu retomar o Estádio que fora cedido ao Esporte Clube Ferro Carril no ano de 1948. No ato compareceu o prefeito Luiz Augusto Schneider e o secretário municipal de Esportes e Lazer, Vicente Majó da Maia, com a determinação de estabelecer uma agenda para o local e a criação do Estádio Municipal naquela área. 

Prefeito nomeia Secretário de Administração - Uruguaiana.


O prefeito Luiz Augusto Schneider nomeou o advogado e funcionário público municipal, José Alexandre da Silva Brum, para exercer o cargo de Secretário Municipal de Administração.