Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA: Pós-carnaval, por Gabriel Novis Neves

27 de fev de 2015

Pós-carnaval, por Gabriel Novis Neves


Pós-carnaval
Há uma crescente preocupação da população brasileira com o que poderá acontecer no próximo mês, produto de anunciados movimentos sociais reivindicatórios que ocuparão as ruas substituindo as fantasias de Momo.
Torço para que o serviço de meteorologia política esteja errado.
Jornalistas, cientistas sociais, professores, empresários, políticos e órgãos de classe diariamente registram nas mídias suas opiniões desfavoráveis ao momento atual.
O Brasil parou envolvido pelo estrondoso escândalo do petrolão e outros de quase igual porte, afugentando investidores internacionais e nacionais, freando nossa economia e, por tabela, o crescimento.
Seria cansativo repetir que a inflação voltou, os salários da maioria da nossa gente estão achatados, nossa moeda desvalorizou e importamos mais que exportamos.
Como dizia Aristóteles, uma democracia degenerada nos leva a um governo demagógico. Este sistema é uma forma de atuação política com o objetivo de manipular ou agradar a massa popular, incluindo promessas que dificilmente serão cumpridas.
A demagogia visa apenas à conquista do poder político ou outras vantagens correlacionadas.
Na verdade é uma estratégia de condução político-ideológico muito apreciada em nosso país.
Argumentos apelativos, emocionais ou irracionais, são utilizados em troca de racionalidade, tudo para proveito próprio.
A demagogia manipula a maioria pelo uso de aparentes provas  de senso comum mesclados com separações enganosas. Esta prática, que remonta à antiga Grécia, não tinha conotação negativa a princípio.
Atualmente a demagogia é interpretada como ofensa de caráter pessoal aos seus seguidores, embora seja uma característica do político ocidental.
Aristóteles sempre chamou de democracia o que denominavam de demagogia, pois tinha para si a profunda corrupção do governo popular no tempo que escreveu.
Atolados em um governo que se diz popular, temos tudo para, infelizmente, acreditar nas previsões feitas para o pós-carnaval.
Reza fez chover no Rio de Janeiro.
Talvez pelas orações consigamos sair desse mato sem cachorro em que nos metemos. 

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